O Campo Digital

As agtechs mais influentes

ARMAZENAGEM
Silos inteligentes

A beneficiadora catarinense de arroz e feijão Urbano Agroindustrial foi a primeira a testar a ferramenta digital de monitoramento e controle do volume de grãos, em uma de suas unidades de armazenagem. O projeto exclusivo foi feito pela desenvolvedora de softwares Senior, de Blumenau (SC), com base na tecnologia Watson, a interface de inteligência artificial da americana IBM. A partir de comandos de voz ou texto, através do computador ou smartphones, é possível ter relatórios em tempo real da capacidade do silo. A ideia da Senior é multiplicar projetos como esse nas fazendas do País, envolvendo a internet das coisas e a inteligência artificial.

PARCEIRA
Unidas pela tecnologia

Divulgação

As americanas Monsanto e Atomwise firmaram uma parceira em junho para uma colaboração conjunta de pesquisa na área de inteligência artificial. A proposta é acelerar descobertas e o desenvolvimento de novos produtos para a proteção de cultivos, a partir do uso dessa tecnologia. Através dos sistemas cognitivos de computação e de algoritmos de aprendizagem, a Atomwise poderá avaliar milhões de moléculas da Monsanto, descobrindo quais teriam potencial de mercado.

WHOLE FOODS
Amazon vai às compras

A gigante americana de comércio eletrônico Amazon surpreendeu o mercado, em junho, ao anunciar a compra da rede de lojas de alimentos orgânicos e naturais Whole Foods, por US$ 13,7 bilhões. Com sede no Estado do Texas, a empresa possui 466 lojas espalhas no país, além de Canadá e Reino Unido. No ano passado, a Whole Foods faturou US$ 15,7 bilhões. Com a compra, a Amazon passa ganhar mais fôlego no crescente comércio on-line de alimentos. A transação deve ser concluída até o final deste ano.

Criado no ano passado, em Piracicaba (SP), o Agtech Garage quer se firmar como um centro de inovação no agronegócio. O objetivo inicial de mapear os empreendimentos de tecnologia agrícola no País foi ampliado. Segundo o engenheiro químico José Tomé, diretor do Agtech Garage, a meta é fortalecer o grupo de empresas que participam do projeto do Vale do Piracicaba, atraindo companhias dispostas a investir em startups.

Divulgação

Quais empresas o senhor pretende atrair?
Até o final do ano, queremos trazer para o Agtech Garage 15 empresas investidoras. Entre elas estão gigantes na área de tecnologia, como a Oracle, a IBM e a Microsoft, por exemplo.

É possível estimar qual seria o total de investimentos?
Ainda não é possível falar em números, mas no próximo ano já teremos a visibilidade desses investimentos. Por enquanto, queremos criar o ambiente ideal para fazer com que essas empresas conheçam o que está sendo feito.

Houve evolução do número de agtechs no País?
Sim. Na primeira pesquisa encontramos 75. Agora são 100 startups. Até o final deste ano acredito que chegaremos próximo de 300 agtechs identificadas.

O que está na agenda da Agtech Garage?
Em setembro, vamos realizar o primeiro curso de empreendedorismo para o agronegócio. Queremos desenvolver esse pilar de educação que é tão importante para os negócios das startups.

PECUÁRIA
Aplicativo para a reprodução

A multinacional argentina de saúde animal Biogénesis Bagó lançou, em junho, o Reproduz+, seu aplicativo para auxiliar o gerenciamento de protocolos reprodutivos em rebanhos bovinos. Disponível gratuitamente nas versões Android e iOS, a ferramenta digital possibilita ao fazendeiro criar de maneira personalizada opções dos melhores protocolos para aperfeiçoar a reprodução das diversas categorias de fêmeas de sua propriedade, sejam elas de corte ou de leite.