Cocheira

Carlos Viacava está fora da ABCZ

Carlos Viacava está fora da ABCZ

No dia 9 de fevereiro, o criador de nelore mocho Carlos Viacava pediu, em carta aberta, o seu afastamento definitivo da vice-presidência da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). No dia seguinte, o atual presidente, Arnaldo Manuel Machado Borges, também por carta, aceitou o pedido. Por trás da troca de papéis, mais uma desavença vem a público. De um lado, Viacava está alinhado a um grupo que deseja uma ABCZ mais aberta a projetos nos quais o modelo de gado a pasto seja a medida. Do outro, o atual presidente e a diretoria que preferem continuar focados em gado de elite.

Associação
Tabapuã tem novo presidente

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O pecuarista Júlio Christian Laure é o novo presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Tabapuã (ABCT), com sede em Uberaba (MG). Ele tomou posse do cargo que exercerá pelos próximos três anos no dia 16 de fevereiro. Laure, que é advogado, cria gado da raça nos municípios de Uberaba e também Paraíso (MG), e Ribeirão Branco (SP). Atualmente, há cerca de 500 mil animais da tabapuã registrados no País.

Importação
O café da discórdia

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De um lado estão os produtores de café conilon do Estado do Espírito Santo, que enfrentam a pior seca dos últimos 80 anos, com queda na produção. Do outro está a indústria do café solúvel, que depende desse tipo de grão para abastecer o mercado. A pedido delas, o ministro da Agricultura Blairo Maggi havia anunciado a importação de 180 mil toneladas de café. O País nunca foi um grande importador. O recorde até então era de 24 mil toneladas, em 1977. Os produtores se posicionaram contra a decisão do ministro, falaram mais alto e foram até o presidente Michel Temer. No final de fevereiro, as importações foram suspensas, mas o impasse continua.

 

Plano Safra
A batalha dos juros

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Em fevereiro, 11 secretários de Agricultura foram recebidos por Arnaldo Jardim, da pasta em São Paulo, para uma reunião de trabalho. Ele querem que no próximo Plano Safra, com início em 1º de julho, os juros sejam diminuídos em 3%, em todas as linhas de crédito. De acordo com os secretários do Rio Grande do Sul, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Piauí, Tocantins, Santa Catarina e Distrito Federal, além de São Paulo, a queda da inflação e da taxa Selic, promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), justifica a medida.