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Ceagesp: indicador de preço fecha 2016 com alta de 3,56%

São Paulo, 11 – Os preços dos alimentos monitorados pelo Índice da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) fecharam o ano de 2016 com alta de 3,56%, ante inflação oficial de 6,29%, destacou a companhia em nota. No mês de dezembro o indicador recuou 2,46%. Para o primeiro trimestre deste ano a tendência é de oferta mais limitada principalmente de hortaliças, devido às frequentes chuvas e às altas temperaturas. “Legumes e verduras deverão apresentar problemas na qualidade e diminuição do volume ofertado neste início de 2017. Em contrapartida, as frutas devem registrar, neste início de ano, boa oferta e preços reduzidos em relação a 2016”, diz a Ceagesp.

A companhia lembra que o ano de 2016 foi bastante complicado para o abastecimento de hortifrutícolas. “Problemas climáticos como estiagem no Nordeste e excesso de chuvas no Sul e Sudeste, diminuição do volume ofertado, crise econômica e juros elevados inibindo investimentos, entre outros aspectos, prejudicaram a oferta de hortifrutícolas ao longo do ano”, disse a companhia. No entanto, a queda do consumo prevaleceu sobre a menor oferta e os preços dos mais de 150 produtos acompanhados pelo índice Ceagesp encerraram o ano abaixo da inflação.

Nas frutas, as principais altas nos 12 meses foram do limão taiti (94,6%), banana nanica (94,3%), abacate (70,8%), banana prata (55,8%) e goiaba (31,5%). As principais quedas foram no morango (-38,2%), maracujá azedo (-30%), mamão papaya (-29,85%) e pera packs (-16,1%). Nos legumes as altas mais significativas ocorreram na mandioca (147%), inhame (86,6%), mandioquinha (42,4%) e abóbora japonesa (16,95%). As quedas foram na abobrinha italiana (-63,7%), tomate (-56,2%), pepino japonês (-51,9%), beterraba (-51,3%) e jiló (-44,9%). Nas verduras não houve elevação expressiva, disse a Ceagesp. Mas recuaram repolho (-66,1%), coentro (-64,6%), espinafre (-58,1%), almeirão (-51,3%), alface (-49,2%) e escarola (-49,1%)

Na categoria dos diversos subiram alho argentino (52,5%), canjica (23,7%), ovos (19,9%) e caíram batata lisa (-51,8%), cebola nacional (-51,2%) e batata comum (-30,6%). Nos pescados subiram sardinha (108,6%), cavalinha (43,2%) e atum (34,9%) e caíram corvina (-29,8%), tainha (-17,2%), pintado (-13,6%) e anchovas (-12,7%).