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Vitrine Caprichada

Na maior feira indoor de pecuária do País, os criadores faturaram R$ 17 milhões com a venda de animais

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O CAMPO VAI À CIDADE: a venda de quatro mil animais foi recorde em 18 anos de leilões

Se há algo que não combina com São Paulo são vacas, touros e bezerros. Mesmo assim, há quase duas décadas a capital paulista recebe pelo menos quatro mil animais no mês de junho. Neste ano não foi diferente. Entre os dias 11 e 15 junho, o gado e seus donos estiveram mais uma vez na capital, para a 18ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte). A feira atrai, além dos pecuaristas, muitos pesquisadores, técnicos, agrônomos, veterinários e zootecnistas. “Recebemos um público de 30 mil pessoas nos cinco dias de feira, mais do que no ano passado”, diz Décio Ribeiro, diretor do Agrocentro e criador de ovinos. Junto com Rubén Osta, presidente da Visa no Brasil, Ribeiro está montando um projeto para criar dez mil ovinos na Bahia.

 

 

“Recebemos 30 mil pessoas na feira, mais do que em 2011” Décio ribeiro, diretor do Agrocentro

 

Nos 13 leilões programados para a Feicorte, o faturamento com a venda de bovinos foi de R$ 17,6 milhões. Segundo Paulo Horto, diretor da Programa Leilões de Londrina (PR), empresa que organizou os eventos, a Feicorte está mudando a maneira de vender animais. Desde que a feira paulista foi criada, sempre foi focada na venda de animais de elite. “Mas o perfil desse evento é para mostrar toda a cadeia da carne, do nascimento do bezerro até o bife no prato”, diz Horto. “Faltava vender bezerros.” Para sanar essa lacuna, ele convidou nomes de peso no setor, entre eles Pedro Novis, da Agro Santa Bárbara, a maior empresa de pecuária de corte do Brasil, com 500 mil cabeças de gado espalhadas por Minas Gerais, Pará, Mato Grosso e São Paulo, que tem como sócio o banqueiro Daniel Dantas. No leilão virtual Super Corte Nacional, realizado com gado filmado e apresentado na área da Associação de Criadores de Nelore, foram vendidos 7,7 mil animais filmados por R$ 7 milhões. “Jamais uma feira em São Paulo havia vendido tanto”, diz Novis.

Outra novidade deste ano foi um almoço oferecido por Carlos Viacava, que além de criar nelore no interior paulista é diretor-corporativo da Cutrale, gigante do setor de suco de laranja. A carne servida por Viacava veio de seu próprio rebanho. Detalhe: ele não cria gado comercial. O objetivo do criador é vender tourinhos melhoradores para outros pecuaristas.

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