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Negócios19/04/2022

A fatia será maior

Romualdo Venâncio
Texto por:Romualdo Venâncio19/04/22 - 20h09min

Há pouco mais de dez anos a Laticínios Bela Vista começou a apostar em estrelas das telinhas e dos palcos para inovar suas campanhas publicitárias, iluminar melhor sua primeira e principal marca, a Piracanjuba, e ganhar mais audiência entre os consumidores. A estratégia começou com a Glória Pires, depois vieram a Bruna Marquezine, a Ivete Sangalo e a Sabrina Sato. Com esse elenco de “embaixadoras” as linhas de produtos ganharam mais projeção, mas para a empresa goiana se manter entre as principais marcas brasileiras do setor lácteo, é fundamenal garantir o lastro dessa comunicação. É por isso que a base do negócio não sai do foco: já estão em andamento as obras para construção da nova unidade industrial da Piracanjuba, que promete ser a maior fábrica de queijos do Brasil.

A planta está sendo instalada na cidade de São Jorge D’Oeste, no sudoeste paranaense. A disponibilidade de matéria-prima em condições de atender a demanda por volume e qualidade é um dos fatores que fazem dessa localização uma escolha estratégica para a Piracanjuba. Conforme dados do IBGE, a produção de leite na cidade é de quase 42 milhões de litros por ano, com mais de 10 mil vacas em ordenha. Mas naquela região como um todo, onde está uma das mais importantes bacias leiteiras do estado, a produção anual passa de 1 bilhão de litros, de acordo com a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (SEAB) do Paraná.

Contudo, há outras boas razões por trás dessa opção geográfica, segundo o diretor comercial da Laticínios Bela Vista, Luiz Cláudio Lorenzo. Uma delas é a maior proximidade a mercados como São Paulo e Rio de Janeiro, onde o consumo de queijos é bem significativo. “Vamos atender o Brasil todo e teremos um custo menor com logística”, disse o executivo. “Além disso, estaremos próximos de uma fonte de água de qualidade. Temos mais sete fábricas e sempre mantemos esse cuidado em relação aos recursos hídricos.”

A nova planta terá quase 54,5 mil m2 de área construída e capacidade total de processamento de leite próxima de 1,4 milhão de litros por dia. “Em vez de comprarmos outras unidades, preferimos investir na nossa fábrica, mais moderna e eficiente”, afirmou Lorenzo. A primeira etapa da construção deve estar pronta até a metade de 2024, com a produção voltada a muçarela e manteiga. A etapa seguinte do projeto será entregue no segundo semestre de 2025, e envolve uma fábrica de leite longa vida e um complexo industrial para secagem de soro de leite. Lorenzo prefere não falar sobre os investimentos nesse projeto. No entanto, durante o evento de apresentação do empreendimento, em julho de 2020, foi anunciado um aporte inicial de R$ 80 milhões, conforme divulgação da SEAB.

"Em vez de comprarmos outras unidades, preferimos investir na nossa fábrica, mais moderna e eficiente"

No caso da manteiga, o caminho para ganhar mercado, segundo Lorenzo, é uma combinação de orientação e preços mais competitivos. “É preciso garantir que as pessoas conheçam bem a diferença entre os produtos [manteiga e margarina], e conforme for aumentando a capacidade de produção das indústrias, o custo de produção da manteiga vai cair também”, disse o executivo.MAIS QUEIJO Quando a nova fábrica estiver funcionando com capacidade total, a participação dos queijos nos negócios da empresa pode passar de 5% para 20%. Embora as atividades da companhia tenham começado exatamente com queijos e manteiga, o avanço desses produtos não acompanhou o desempenho obtido com as bebidas lácteas e o leite em pó ou condensado, por exemplo, que hoje têm a margem de expansão mais restrita.

O fato de o consumo de queijos per capita no País ainda ser baixo alimenta a expectativa de ganhar espaço no setor. Durante a pandemia da Covid-19, por exemplo, mais brasileiros começaram a comer mais queijo, segundo estudo realizado pela Tetra Pak em parceria com a consultoria Lexis Research, com 4,5 mil pessoas de nove países (Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Índia, Rússia, China, África do Sul e Turquia). Por aqui, 46% dos participantes da pesquisa confirmaram esse aumento.