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As 100 personalidades mais influentes do agronegócio: Bioenergia

O setor de bioenergia, uma potência em desenvolvimento, pode levar o brasil a ser protagonista global de uma plataforma de produção baseada em cana-de-açúcar, soja e milho

Crédito:  Christian Tragni

Erasmo Carlos Battistella 

João Castellano

Tem sido relevante o papel de Erasmo Carlos Battistella, 39 anos, presidente da BSBios, de Passo Fundo (RS), na divulgação do biodiesel brasileiro. A empresa, uma parceria da Petrobras Bio Combustível e a RB Bio, lidera o comércio de biodiesel do País. A empresa, que fatura cerca de R$ 2,2 bilhões, compra da agricultura familiar 40% da matéria-prima de que necessita, principalmente soja. No ano passado, 15 mil famílias receberam, entre bônus e assistência técnica, cerca de R$ 11,9 milhões. Neste ano, a convite de entidades dos Estados Unidos, Batistella participou de algumas reuniões visando a exportação a esse país.

Fábio Venturelli 

Rubens Chaves

Um dos mais influentes executivos do Brasil, Fábio Venturelli, 55 anos, é o CEO do grupo São Martinho, empresa que no ano passado faturou R$ 2,7 bilhões com o processamento de 19,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Sob o comando de Venturelli, o grupo tem participado de projetos inovadores. Neste ano, uma parceria com a companhia GasBrasiliano começou a testar veículos de transporte de cana movidos por uma tecnologia que combina diesel e gás, no caso o biometano produzido a partir da vinhaça de cana-de-açúcar. O processamento de uma tonelada de cana necessita de quatro litros de diesel. Com a tecnologia utilizada por todo o setor sucroenergético, a economia poderia chegar a 1,3 bilhão de litros de diesel por safra.

Jacyr da Costa Filho

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Presidindo o Conselho Superior do Agronegócio da Federacão das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o engenheiro civil Jacyr da Silva Costa Filho tem ganhado destaque entre as lideranças do setor, ao ser um ativo porta-voz de um movimento para que o RenovaBio se torne realidade. Com ele, o objetivo é ter uma estratégia conjunta para reconhecer o papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis na matriz energética brasileira. Além disso, no comando da francesa Tereos no Brasil, que faturou R$ 10,2 bilhões no ano passado, Costa Filho tem transformado a subsidiária em um dos principais negócios da companhia que cultiva 1 milhão de hectares no mundo, entre cana-de-açúcar e beterraba. No início deste ano, a Tereos investiu R$ 700 milhões para comprar a participação que a Petrobras tinha na empresa.

Luís Roberto Pogetti

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A maior potência sucroenergética do mundo está aqui no Brasil, e no comando dela está o executivo Luís Roberto Pogetti, presidente do conselho de administração da Copersucar. Dona de uma receita de R$ 28,3 bilhões, a cooperativa responde por 3,6% do etanol produzido no mundo, cerca de 4,2 bilhões de litros, e 8,2% do açúcar mundial, com 5,3 milhões de toneladas. Não por acaso, a Copersucar recebeu este ano mais uma certificação, o IPS Code, garantindo segurança no transporte global de mercadorias que saem de seu terminal no Porto de Santos.

Marino José Franz

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O produtor rural e empresário Marino José Franz, 54 anos, é um visionário. Neste ano, ele inaugurou a primeira usina exclusiva do País para etanol a partir do milho. O presidente do conselho da mato-grossense Fiagril, que fatura cerca de R$ 3 bilhões, fez uma joint venture com a americana Summit Agricultural Group em 2014 para a criação da FS Bioenergia, com sede em Lucas do Rio Verde (MT). O investimento foi de R$ 450 milhões, para processar 240 milhões de litros por ano.

Paulo Oliveira Motta Júnior

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A Cerradinho Bioenergia, com sede em Chapadão do Céu (GO), não está entre as gigantes do setor. Mas tem se tornado exemplo de eficiência no Centro-Oeste. No seu comando está o executivo Paulo Oliveira Motta Júnior. No ano passado, a moagem de 5,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar garantiu uma receita de R$ 714 milhões com etanol, açúcar e bioeletricidade. Neste ano, a empresa concluiu a primeira parte de seu projeto de cogeração. Agora, pode produzir 160 gigawatts, suficientes para abastecer um município de até 500 mil habitantes. Nas próximas safras será capaz de gerar 594 gigawatts por safra, se transformando na maior termelétrica de biomassa do Brasil.

Rubens Ometto Silveira Mello

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A Raízen é uma das empresas mais competitivas do mundo no setor de açúcar e etanol. O líder da maior empresa sucroenergética do País, com receita de R$ 19,5 bilhões em 2016, não parou no tempo. Rubens Ometto Silveira Mello quer trazer as grandes inovações tecnológicas do setor para o arco de sua influência. Este ano, a Raízen inaugurou o Pulse, no Parque Tecnológico de Piracicaba (SP), que servirá de hospedagem, trabalho colaborativo e aceleração de agtechs, empresas de tecnologia aplicada ao agronegócio. Além da Strider e da Agrosmart, passam a integrar o time avançado de Ometto, a Agribela, a Aimirim, a Bart Digital, a Perfect Flight e a Speclab.

A retomada do setor de bioenergia no País tem sido baseada na gestão, na eficiência e na ousadia em apostar no novo

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