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As 100 personalidades mais influentes do agronegócio: Governo

Em um momento de transição política no País, fica a lição de que são as lideranças com um pé no setor que ajudam o agronegócio a programar o seu futuro com mais segurança

Crédito: istock

Blairo Maggi 

Sérgio Dutti

Um dos homens mais poderosos do Brasil, o produtor rural, senador e, desde 2016, ministro da Agricultura, Blairo Maggi, 61 anos, passou por uma prova de fogo em sua gestão neste ano. Tudo por conta da crise vivida pelo setor pecuário deflagrada com a operação Carne Fraca. A tensão se estendeu nas relações com alguns países, resultando no embargo à carne bovina in natura pelos EUA e na investigação antidumping da China sobre a carne de frango. Nesses casos, o ministro agiu com prontidão. Como fruto de suas ações foi homenageado com o prêmio Laurinston Von Schmidt, concedido pela ABPA.

Eduardo Riedel 

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Homem forte da administração do Estado de Mato Grosso do Sul, o biólogo e secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, 47 anos, tem uma vasta lista de atuações no setor do agronegócio brasileiro. O produtor já presidiu a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e identifica a burocracia como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento rural. Assim, este ano, aderiu ao programa de desburocratização do agronegócio criado pelo Ministério da Agricultura, o Agro Mais. O plano está baseado em identificar onde o poder público prejudica a atividade para, depois disso, eliminar os entraves.

Guilherme Costa

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A maior gratificação para o médico veterinário Guilherme Costa foi ser eleito presidente do Codex Alimentarius neste ano. A entidade, que conta com 188 países membros e é vinculada à ONU, FAO e OMS, trata de padrões, diretrizes e recomendações para a segurança, qualidade e comércio legal de alimentos. Costa é o primeiro brasileiro a ocupar o cargo. Servidor do ministério da Agricultura desde 1981, atuava em procedimentos de inspeção e na elaboração de regulamentos para laticínios, carne e pescado. Além disso, por 15 anos foi consultor de projetos da FAO e da OMS para o controle mundial de alimentos.

Roberto Azevêdo

André Lessa

Há quatro anos, o pulso firme da manutenção do equilíbrio das regras mundiais do comércio é do diplomata brasileiro Roberto Azevêdo, 60 anos. E deve continuar assim nos próximos quatro. Azevêdo foi reeleito no início deste ano como diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), com sede em Genebra, na Suíça, que reúne 164 países-membros. Entre suas propostas estão o combate ao movimento antiglobalização, especialmente incitado pelo Brexit e também pelo presidente americano Donald Trump.

Roberto Jaguaribe

Sérgio Dutti

O diplomata e embaixador Roberto Jaguaribe, 65 anos, é, desde 2016, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e um dos maiores nomes na defesa do agronegócio. Incansável, neste ano, promoveu ações para atrair investimentos estrangeiros, capacitar empresas para exportar e promover os produtos brasileiros no exterior. Até o mês de agosto, as exportações alcançaram R$ 65,4 bilhões. A Apex-Brasil também criou e renovou importantes parcerias e acordos, como com a Sudene, o Sebrae e as agências de comércio dos Estados Unidos e da Argentina.

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