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As 100 personalidades mais influentes do agronegócio: Universidade e pesquisa

O avanço tecnológico só foi possível pelo trabalho incansável das pesquisas vindas das universidades e institutos brasileiros. É esse braço que eleva a produtividade no campo

As 100 personalidades mais influentes do agronegócio: Universidade e pesquisa

Antonio Batista da Silva Junior 

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No ano passado, o administrador de empresas Antonio Batista da Silva Junior assumiu a diretoria da Fundação Dom Cabral (FDC), com sede em Belo Horizonte (MG). Com 41 anos, a FDC se tornou uma referência global em educação executiva, fruto de um trabalho que vem sendo realizado junto às empresas, especialmente do agronegócio. A missão do executivo é realizar as diretrizes do plano estratégico 2020, com o objetivo de fortalecer a instituição enquanto porta-voz da sociedade, ampliar a internacionalização da escola, consolidar a abrangência nacional por meio de parcerias regionais e diversificar as soluções educacionais inovadoras. Voltadas para o campo, a instituição mantém robustos conteúdos em gestão e governança.

Evaristo Eduardo de Miranda 

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Com centenas de trabalhos publicados e autor de 45 livros, o engenheiro agrônomo Evaristo Eduardo de Miranda é hoje o chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, de Campinas (SP). Miranda é a figura por trás do mapeamento digital completo de toda as áreas de produção no País. Foi o pesquisador e sua equipe que identificaram, por exemplo, que o País possui um patrimônio de R$ 4 trilhões em áreas preservadas.

Fernando Cardoso Penteado 

Luisa Santosa

Uma lenda vida para o agronegócio brasileiro, o engenheiro agrônomo Fernando Cardoso Penteado, 103 anos, apesar da idade, é bem atuante no setor. Dono de um currículo invejável, o agrônomo que foi dono de empresa de fertilizante e é criador de gado já poderia ter se aposentado. Mas, ao contrário das expectativas, ele não se aposentou. Penteado conduz a Fundação Agrisus, instituição de apoio a projetos de ensino, pesquisa e divulgação de modelos de agricultura sustentável.

Flávio Dutra de Resende

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O zootecnista e pesquisador Flávio Dutra de Resende, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), se destaca entre os cientistas dedicados à pecuária de corte brasileira. Hoje, ele lidera um estudo sobre o uso de uma espécie de fungo na alimentação de bois confinados, com boas chances de a tecnologia ser uma aliada na engorda do gado. Ele também foi o criador do conceito boi 7.7.7, um método para maior produtividade nas fazendas.

João Kluthcouski 

Kelsen Fernandes

Referência em manejo dos solos, o engenheiro agrônomo João Kluthcouski, mais conhecido como João K, é pesquisador da Embrapa na unidade Cerrados, em Brasília. Ele é uma das principais autoridades do País nos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. O metódo, que vem sendo desenvolvido há quatro décadas ganhou notoriedade nos últimos dez anos graças também à sua atuação. Hoje há 11,5 milhões de hectares no sistema. Em reconhecimento à sua contribuição ao agronegócio, este ano João K recebeu o Prêmio Norman Bourlag no 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado na capital paulita.

José Luiz Tejon Megido 

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Como coordenador do Núcleo de Agronegócio da Escola Superior de Propaganda e Marketing, em São Paulo, instituição referência em ensino e pesquisa, o professor José Luiz Tejon Megido, 55 anos, é um dos incentivadores do conceito de agrossociedade, para aproximar campo e cidade. Megido tem coordenado pesquisas com esse foco. Neste ano, ele também foi o curador do Congresso de Mulheres do Agronegócio.

Luiz Gustavo Nussio

Claudio Gatti

Na direção de uma das melhores universidades agrícolas do mundo, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), de Piracicaba (SP), o agrônomo Luiz Gustavo Nussio, 51 anos, é um dos incentivadores para fazer da Esalq o maior centro de referência para o desenvolvimento de empresas de tecnologia para o agronegócio. Foi assim que nasceu o Vale do Piracicaba, ou Agtech Valley. Além disso, Nussio quer montar estações agrícolas experimentais na capital paulista, aproximando o público urbano do campo.

Marcos Fava Neves  

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O professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, da Universidade de São, Paulo, Marcos Fava Neves, 49 anos, tem participação acadêmica ativa. Para comemorar os seus 25 anos de formação como engenheiro agrônomo, em dezembro do ano passado, Neves lançou a obra “Vai, agronegócio – 25 anos cumprindo missão vitoriosa”. O livro mostra quais são os desafios dos próximos 25 anos para o Brasil se consolidar como um fornecedor mundial de alimentos. Neves também é membro do conselho da Markestrat, uma organização de projetos e pesquisa formada por mestres e doutores em negócios.

Marcos Landell

Se hoje o Brasil possui um dos canaviais mais produtivos e sadios do mundo é por causa do trabalho de 21 anos de pesquisa em melhoramento genético da cana-de-açúcar, realizado por Marcos Landell, diretor do Centro de Cana do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Neste ano em que o instituto completou 130 anos, Landell fez novamente história ao apresentar duas cultivares de alto desempenho para o campo. As variedades chegam a ser 15% mais produtivas que a cultivar mais plantada no Brasil há 20 anos. Foi por tecnologias como essas que o setor canavieiro tem crescido ano a ano no País.

Maurício Antônio Lopes 

Jorge Duarte

A evolução da agricultura digital no Brasil deve muito ao protagonismo da Embrapa e de seu presidente, o engenheiro agrônomo Maurício Antônio Lopes, 56 anos. Nos últimos anos ele vem divulgando fortemente esse conceito no País. Mineiro de Bom Despacho, Lopes é adepto de inovações, tanto que as suas principais prioridades, neste ano, foi a criação de estruturas de inteligência para pensar e planejar o futuro da Embrapa e a formação de uma subsidiária. Ela deve funcionar como um braço de conexão da instituição para negociar com o mercado as suas tecnologias, produtos e serviços que estão sendo desenvolvidos.

Pietro Sampaio Baruselli 

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Um dos maiores nomes da reprodução animal no Brasil, o veterinário e professor Pietro Sampaio Baruselli, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, tem incentivado o uso de tecnologias reprodutivas em propriedades de produção de carne. Ele afirma que a técnica da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) traz impactos significativos na reprodução e no retorno econômico da pecuária. Com isso, a tecnologia tem crescido. Enquanto o sêmen empregado na inseminação artificial caiu de 7 milhões de doses para cerca de 1,4 milhão de doses, entre 2002 e 2016, a IATF saltou de 140 mil doses para 11 milhões de doses.

Roberto Rodrigues 

Gabriel Reis

O agrônomo Roberto Rodrigues, 75 anos, coodenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas, é um dos principais nomes do agronegócio no Brasil. Seu currículo tem mais de meio século dedicado ao setor. Este ano, com a criação da Cátedra Luiz de Queiroz, na Esalq/USP, Rodrigues foi agraciado como o primeiro titular da cadeira. No colegiado, a indicação foi por unanimidade. Hoje, o ex-ministro da Agricultura também é embaixador especial da FAO para o Cooperativismo e doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Sergio De Zen

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Não é só por ser o principal idealizador do Indicador Cepea para o boi gordo, se tornando uma referência no Brasil, que o pesquisador e agrônomo Sergio De Zen mantém seu status de uma das figuras mais influenciadoras para o agronegócio. No início deste ano, depois do episódio Carne Fraca, De Zen passou a ser uma das vozes do setor para a melhoria do sistema de fiscalização. Ele defende um sistema mais técnico, sem influência política e com profissionais mais qualificados para as rotinas de inspeção de produtos.

O Brasil passou de importador para fornecedor de alimentos por desenvolver uma tecnologia própria de cultivo tropical. Hoje é referência mundial e promissor celeiro global

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