Crédito: IStock

A American Vanguard anunciou, em janeiro, a compra do grupo brasileiro Defensive & Agrovant. O valor da transação não foi divulgado. A empresa americana é fabricante de produtos para proteção e manejo de lavouras, gramíneas e plantas ornamentais, além de atuar nas áreas de saúde humana e animal. Com a aquisição, a American Vanguard aumenta sua entrada no mercado brasileiro de defensivos agrícolas, com movimentação estimada em US$ 9 bilhões por ano. Formado por duas empresas nacionais, criadas em 2000 e com sede Jaboticabal (SP), Defensive & Agrovant são distribuidoras de defensivos agrícolas e fertilizantes especiais, com vendas combinadas anuais de aproximadamente US$ 20 milhões e foco principal nos segmentos de frutas e hortaliças.

CRESCIMENTO
Grupo Swart vai na onda do mercado

Divulgação

 

Com tendência de alta, o setor de floricultura deve fechar este ano com faturamento de cerca de R$ 8 bilhões, o que significa um crescimento de 8% em relação a 2018. A previsão é do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), que prevê crescimento das vendas do setor cinco vezes maior do que a evolução do Produto Interno Bruto (PIB). Seguindo a onda do mercado, o grupo Swart, de Holambra (SP), espera produzir 1,4 milhão de vasos de calanchoê neste ano. O crescimento previsto é de quase 28%
em relação a 2018. Além da nova estufa, o produtor estuda diversificar o cultivo com novas variedades. Em 2017, foram 900 mil vasos produzidos.

NOVO GOVERNO

“O setor de produção de alimentos segue fazendo a lição de casa. esperamos que as novas gestões, tanto na esfera estadual quanto federal, façam as suas também” Antonio Galvan, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) (Crédito:Divulgação)

DESINVESTIMENTO
BRF se desfaz de Campo Austral

A BRF anunciou, em janeiro, a conclusão da venda de seus ativos na Argentina. A subsidiária Campo Austral, uma das líderes na produção de alimentos à base de suínos, foi vendida à BOGS S/A e à La Piemontesa de Averaldo Giacosa y Compañia S/A, por cerca de R$ 131 milhões. A operação envolve três fábricas, localizadas nas cidades de San Andrés de Giles, Pilar e Florencio Varela; além das marcas Campo Austral, Calchaquí e Bocatti. Juntas, as plantas possuem capacidade de abater 2,3 mil suínos por dia e processar cerca de 2 mil toneladas de produtos ao mês, como frios, embutidos e patês. Essa é a terceira e última operação de desinvestimento na Argentina, que incluiu a venda das subsidiárias Avex e Quickfood. O total dos ativos vendidos naquele país foi de US$ 145,5 milhões.

MÁQUINAS
Saldo positivo em vendas e produção

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresentou, no início de janeiro, o balanço da indústria de máquinas agríciolas em 2018. O resultado apontou a venda de 47,8 mil máquinas agrícolas e rodoviárias, alta de 12,7% ante 2017. A produção de máquinas foi de 65,7 mil unidades, 23,8% a mais do que um ano antes (53 mil). Apenas as exportações no setor encerraram o ano em baixa. Foram menos de 13 mil unidades comercializadas em 2018, o que representou uma queda de 9%, frente as 14 mil de 2017.

CRÉDITO RURAL
Cresce o financiamento no campo

Paulo Vargas

 

Nos primeiros seis meses de financiamento da produção agropecuária pelo Plano Agrícola e Pecuário de 2018/2019, os
agricultores de todo o País tomaram quase R$ 88 bilhões nas instituições financeiras do Sistema Nacional de Crédito Rural. O levantamento foi anunciado em janeiro, pela Secretaria de Política Agrícola do governo, ligado ao Ministério da Agricultura. A contratação do crédito rural teve incremento de 14% em comparação ao mesmo período do ano passado. Na linha de financiamento do custeio, foram aplicados R$ 51,2 bilhões, alta de 15%. A industrialização cresceu 6%, totalizando R$ 3,7 bilhões, e a comercialização teve alta de 1% em relação à safra passada, somando R$ 14,7 bilhões. Os investimentos tiveram incremento de 28%, alcançando R$ 18,3 bilhões.

RESSACA
Ambev começa o ano em queda

Paulo Fridman

Dona do posto de empresa brasileira com maior valor de mercado no País na B3 no ano passado, a fabricante de bebidas Ambev tomou um tombo logo no início deste ano. Perdeu R$ 85 bilhões de valor de mercado, chegando a R$ 256,7 bilhões. Isso levou a companhia ao quinto lugar do ranking de empresas nacionais de maior capitalização. No topo do ranking, agora está o Itaú Unibanco, com valor de mercado de R$ 342,1 bilhões. O valor de mercado de uma empresa é obtido ao multiplicar o número de ações que ela possui pelo valor dos papéis.

Análise do Mês

Guilherme Nastari, diretor da Datagro (Crédito:Luisa Santosa)

Os sempre contestados subsídios aos produtores de cana-de-açúcar da Índia parecem estar de volta. Recentemente, o governo indiano disse que estuda elevar em 10% o preço mínimo do açúcar para a atual safra 2018/2019 (out/set), de 29 mil rúpias (Rs) por tonelada, fixado no ano passado, para Rs 32 mil por tonelada. De acordo com o próprio governo, o reajuste só ocorrerá caso as usinas não demandem mais subsídios.E essa parece ser uma realidade bem próxima.

Mal começou a safra de cana 2018/2019, as usinas indianas dos Estados de Maharashtra e Uttar Pradesh já acumulam um atraso de Rs 110 bilhões (US$ 1,56 bilhão) no pagamento aos fornecedores de cana. Enquanto isso, o governo daquele país ainda estuda conceder um novo empréstimo para que as usinas invistam na construção de destilarias de etanol. Dessa vez, o pacote deverá chegar a Rs 120 bilhões (US$ 1,71 bilhão), praticamente o dobro do montante disponibilizado em setembro de 2018, quando foi oferecido um empréstimo subsidiado de Rs 61,39 bilhões (US$ 877 milhões). Naquele momento, o governo indiano recebeu 282 propostas a fim de tomar o empréstimo para construir ou ampliar destilarias. Contudo, apenas 114 projetos conseguiram ser aprovados pelas autoridades locais.