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Balança comercial do agronegócio paulista tem superávit de US$ 2,67 bi no 1ºtri

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O setor sucroalcooleiro foi um dos principais responsáveis pelo resultado do agro paulista (Crédito: Divulgação)

São Paulo, 28 – O agronegócio paulista registrou superávit de US$ 2,67 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que corresponde a um crescimento de 15,6% em comparação com igual período de 2020 (US$ 2,31 bilhões). No período, o setor exportou US$ 3,87 bilhões, aumento de 7,5% ante US$ 3,60 bilhões no primeiro trimestre de 2020. Já a importação apresentou queda de 7%, para US$ 1,20 bilhão em comparação com US$ 1,29 bilhão em 2020. As informações são do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura do Estado.

Conforme o IEA, a participação no trimestre das exportações do agronegócio paulista no total do Estado foi de 36,3%, enquanto a participação das importações do setor foi de 7,6%. Os pesquisadores do IEA destacam em relatório que as exportações paulistas nos demais setores da economia – exclusive o agronegócio – somaram US$ 6,79 bilhões e as importações, US$ 14,51 bilhões, gerando um déficit externo desse agregado de US$ ,72 bilhões. “Conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior por causa do desempenho do agronegócio estadual, cujo saldo se manteve positivo”.

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Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio paulista, no primeiro trimestre de 2021, foram: complexo sucroalcooleiro (US$ 1,36 bilhão, sendo que, desse total, o açúcar representou 86,1% e o álcool, 13,9%), setor de carnes (US$ 507,23 milhões, em que a carne bovina respondeu por 87,8%), complexo soja em terceiro (US$ 438,08 milhões), seguido do grupo dos sucos (US$ 347,57 milhões, dos quais 97,2% referentes a sucos de laranja) e dos produtos florestais (US$ 341,18 milhões, com participações de 51,8% de papel e 32,8% de celulose), ficando o café na sétima colocação (US$ 171,41 milhões, dos quais 74,8% referentes ao café verde). O agregado dos cinco principais grupos representou 77,7% das vendas externas setoriais paulistas.

O IEA ressalta que no primeiro trimestre de 2021, em comparação com o primeiro trimestre de 2020, houve importantes variações nos valores exportados dos cinco principais grupos de produtos da pauta paulista, com aumento para o grupo do complexo sucroalcooleiro (+41,0%), estabilidade para o grupo de carnes e quedas para complexo soja (-15,6%), sucos (-0,3%) e produtos florestais (-17,3%). O grupo café obteve aumento de 20,9% nos valores exportados, elevando sua participação de 3,9% para 4,4% no agronegócio paulista. “Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados”, diz o IEA.

O grupo sucroalcooleiro apresenta a maior participação (35,2%) nas exportações paulistas. No total, o grupo cresceu 41,0% em valores e 34,4% em volumes exportados, por causa do desempenho das vendas externas do açúcar (44,4% em valores e 32,7% em volume). Para o álcool, os embarques apresentaram aumentos de 56,4% em volume e de 23,3% em valores, quando comparados com o mesmo período de 2020.

O grupo de carnes tem a segunda posição na pauta do Estado, apresentando estabilidade em valores e queda em volume (-5,3%) em relação ao primeiro trimestre de 2020. A carne bovina, com maior contribuição no grupo, registrou aumentos de 5,9% em valores e de 7,0% em volume exportado. O desempenho da carne de frango foi de retração em valores (-29,9%) e em volumes (-24,2%). A carne suína apresentou elevação de 5,3% em valores, mas queda de 11,8% na quantidade embarcada.

O grupo composto pelo complexo soja teve no primeiro trimestre de 2021 desempenho negativo com queda nos embarques (-27,2%) e em valores (-15,6%). A soja em grão, principal produto do grupo, apresentou variações negativas de valores e volumes (-9,7% e -20,2%, respectivamente), quando comparados com o mesmo período de 2020. “Essa queda pode ser creditada a indisponibilidade do produto ocasionada pelo atraso do plantio por conta do clima (falta de chuvas) nos meses de setembro e outubro de 2020”, explica o IEA.

O suco de laranja (FCOJ concentrado) exibiu redução de 5,4% no valor e aumento de 4,4% em volume exportado. Para o suco NFC (não congelado), as vendas externas decresceram em valores (-1,8%), mas obtiveram elevação em volume (2,7%). A variação total das exportações do grupo de sucos foi de -0,3% em valores e 3,9% em volume na comparação com o primeiro trimestre de 2020.

Os produtos florestais aparecem com quedas de -17,3% em valores e -8,8% em volume em relação ao ano anterior. O produto papel, principal item do grupo na pauta paulista, obteve variação negativa quanto aos valores (-17,7%) e ao volume (-9,1%). As exportações dos produtos de celulose apresentaram quedas nos valores (-27,6%) e nos embarques (-10,2%).

Para o grupo do café, os resultados apontaram aumentos de 20,9% nos valores e de 33,0% no volume das exportações paulistas. O principal produto desse grupo é o café verde, que registrou aumento de 32,6% em valores e 39,6% em quantidades exportadas pelo estado, enquanto o café solúvel exibiu decréscimos de 5,0% em valores e de 1,2% em volume comercializado.

Destinos – Em relação aos destinos das exportações do agronegócio paulista no primeiro trimestre de 2021, a China (US$ 798,71 milhões, 20,7% de participação e variação negativa de 5,6% em relação ao valor do primeiro trimestre de 2020) é o principal destino das exportações de São Paulo, seguida da União Europeia (US$ 59,73 milhões, 13,7% de participação e queda de -12,2% sobre 2020) e dos Estados Unidos (US$ 358,39 milhões, participação de 9,3% e variação positiva de 13,5%). Na sequência, completando os dez principais destinos em termos de participação, aparecem Indonésia (3,7%), Bangladesh (3,6%), Arábia Saudita (3,0%), Argélia (2,9%), Coreia do Sul (2,5%), Nigéria (2,3%) e Malásia (2,2%).

O IEA observa que há uma diferenciação na composição das pautas dos principais parceiros comerciais do agronegócio paulista. A China importou principalmente produtos do complexo soja (42,5%) e carnes (29,6%), enquanto para a União Europeia, entre os principais produtos da pauta de importações paulista, predominam os produtos do grupo de sucos (39,5%, basicamente suco de laranja) e café (14,5%). Já os Estados Unidos apresentam pauta bastante diversificada, composta principalmente pelos grupos de carnes (20,4%) e sucos (19,1%). Na sequência dos dez maiores importadores, da Indonésia até a Malásia, todos têm elevada concentração de suas importações no complexo sucroalcooleiro, acima de 80% de representatividade e o Japão que recebe 23,5% do café brasileiro exportado.

Os principais produtos da pauta de importação do agronegócio paulista no primeiro trimestre de 2021 foram papel (US$ 86,25 milhões), seguido do trigo (US$ 79,07 milhões) e do óleo de dendê ou de palma (US$ 65,97 milhões). Os dez principais produtos representam 44,7% do total importado no trimestre (US$ 536,47 milhões).

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