Evento

Biotecnologia ajuda a acabar com a fome no mundo

Biotecnologia ajuda a acabar com a fome no mundo

A ciência da produtividade: a pesquisa sobre genes recombinantes, liderada por grandes empresas de biotecnologia, ainda tem muito espaço para crescer Divulgação

Acurácia, intensidade e diversidade genética. Esses fatores, associados a um longo período de seleção, safra por safra, estão na base de um eficiente programa de melhoramento genético na pecuária. A afirmação é de um dos maiores especialistas do mundo no tema, John Cole, diretor do Laboratório de Genômica Animal e Melhoramento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Cole e um time de importantes pesquisadores internacionais deram brilho especial ao simpósio “Como a Biotecnologia Pode Acabar com a Fome no Mundo”, promovido pela Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), da USP – campus de Pirassununga (SP), nos dias 11 e 12 de abril.

O evento foi coordenado pelo profs. drs. José Bento Ferraz Sterman (Titular em Genética e Melhoramento Animal e, ao lado do prof. Joanir Pereira Eler, responsável técnico pelo programa de melhoramento genético da CFM) e Heidge Fukumasu.

“Reunimos uma seleção de especialistas de várias partes do mundo para compartilhar o que há de mais avançado em melhoramento genético. Estamos cumprindo a missão da FZEA-USP de prover ‘Ciência e Inovação da Fazenda à Mesa’”, assinalou o prof. José Bento Ferraz.

O simpósio reuniu cerca de 300 participantes em dois dias, além de milhares de várias partes do mundo que acompanharam a transmissão pela internet. São pesquisadores, especialistas em genética animal de várias instituições públicas e privadas, pos-doutorandos e graduandos.

A programação incluiu as necessidades futuras de alimentos para atender à crescente demanda global, além das relações do melhoramento genético de plantas e animais, pecuária de corte, pecuária leiteira, aquicultura e biotecnologia voltada para o controle sanitário.

Entre os vários temas relevantes, destaque para novos termos ligados à genética e produção de proteínas animais, como SNPS, CRISPR e edição gênica, que dão uma nova visão sobre genômica na cadeia da carne.

“Espero que os participantes multipliquem, em suas instituições, estudos e pesquisas associando a biotecnologia ao aumento de produtividade, proporcionando mais proteínas animais, com menos emissões de carbono e gases de efeito-estufa”, disse Bento.

A CFM foi uma das apoiadoras do simpósio. “Entendemos a importância da discussão sobre a biotecnologia e a produção de alimentos. A CFM investe há 40 anos em seu programa de melhoramento genético e aplica, ano após ano, os conceitos destacados pelo dr. John Cole. Seleção se faz com muita atenção aos detalhes e avanços constantes, oferecendo aos nossos clientes reprodutores Nelore CEIP cada vez mais produtivos”, ressaltou Tamires Miranda Neto, gerente de pecuária da CFM.