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Bolsas da Ásia fecham sem direção única, de olho em estímulos nos EUA e tensões

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta terça-feira, 11, em meio a expectativas de novos estímulos fiscais nos EUA e a recente escalada das tensões entre americanos e chineses.

Na China continental, os mercados foram para território negativo na segunda parte dos negócios: o índice Xangai Composto recuou 1,15%, a 3.340,29 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda de 1,49%, a 2.243,45 pontos. O Taiex também ficou no vermelho em Taiwan, com perda de 0,88%, a 12.780,19 pontos.

Por outro lado, o Nikkei subiu 1,88% em Tóquio nesta terça, a 22.750,24 pontos, retomando operações após um feriado nacional no Japão, enquanto o sul-coreano Kospi renovou máxima em 26 meses, ao avançar 1,35% em Seul, 2.418,67 pontos, acumulando ganhos por sete pregões consecutivos, e o Hang Seng se valorizou 2,11% em Hong Kong, a 24.890,68 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana foi favorecida por ações de grandes bancos domésticos e do setor imobiliário, e o S&P/ASX 200 registrou alta de 0,47%, a 6.138,70 pontos.

Investidores na Ásia estão na expectativa de que governo dos EUA retome negociações com lideranças democratas no Congresso sobre um novo pacote fiscal em resposta à pandemia de coronavírus, que já acumula mais de 20 milhões de casos no mundo, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Na segunda-feira, o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, garantiu que a Casa Branca está disposta a retomar o diálogo.

No sábado, 8, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou decretos executivos estendendo alguns benefícios fiscais, diante do fracasso das conversas entre republicanos e democratas no fim da semana passada.

Mas tensões entre Washington e Pequim continuam no radar. Na segunda, a China impôs sanções a 11 cidadãos dos EUA, incluindo senadores, em retaliação ao gesto dos EUA, que na última sexta, 7, penalizou 11 autoridades de Hong Kong e chinesas pela questão da nova lei de segurança nacional implantada pelos chineses no território semiautônomo.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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