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Bolsas da Europa fecham em forte baixa, com ações de commodities, dados e Fed

Os mercados acionários europeus tiveram jornada negativa, nesta sexta-feira. Indicadores monitoraram indicadores locais, enquanto ações ligadas a commodities estiveram pressionadas pelas quedas na semana desses componentes. Além disso, uma sinalização de aperto monetário nos Estados Unidos, dada por um dirigente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), pressionou as bolsas de Nova York e também influenciou negativamente do outro lado do Atlântico.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 1,58%, em 452,05 pontos. Na comparação semanal, ele caiu 1,19%.

Entre os indicadores, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha subiu 7,2% em maio, na comparação anual, no nível mais elevado desde outubro de 2008. Em meio ao debate sobre a trajetória da inflação e seus efeitos na política monetária pelo mundo, o dado chamou a atenção.

A High Frequency Economics, porém, atribuiu o movimento do PPI alemão sobretudo aos preços de energia, considerando que os preços de produtos para fábricas “estão bem comportados”.

No Reino Unido, as vendas no varejo recuaram 1,4% em maio ante abril, contrariando a previsão de alta de 1,6%. A Pantheon previu que as vendas no setor no país devem perder força ao longo do ano, mas notou que os gastos do consumidor local já se aproximam do nível pré-pandemia.

Entre os setores, papéis ligados a commodities estiveram pressionados nesta sexta na Europa. A Capital Economics diz que esses componentes tiveram baixas nesta semana por causa do Fed, que fortaleceu o dólar, e também por dados modestos da China.

Na política monetária americana, James Bullard, presidente da distrital de St. Louis do Fed, disse esperar alta de juros nos EUA já em 2022, confirmando que o BC já discute o início da redução em seu programa de compra de bônus.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de 1,90%, em 7.017,47 pontos, com queda de 1,63% na comparação semanal. A petroleira BP teve baixa de 2,67%, enquanto a mineradora Antofagasta cedeu 1,90%.

Em Frankfurt, o índice DAX caiu 1,78%, a 15.448,04 pontos, com recuo de 1,56% na semana. E.ON teve baixa de 1,11% e Deutsche Bank, de 3,39%, entre os papéis mais negociados.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 fechou em queda de 1,46%, em 6.569,16 pontos. Na semana, cedeu 0,48%. Société Générale cedeu 3,40%.

O índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, teve baixa de 1,93%, a 25.218,16 pontos, com perda de 1,94% na comparação semanal. Nesta sexta, Eni terminou com queda de 2,97%, Intesa Sanpaolo perdeu 3,00% e Telecom Italia, 1,91%.

Em Madri, o IBEX 35 fechou em queda de 1,80%, em 9.030,60 pontos, recuando 1,89% na semana. Santander caiu 2,19% e Banco de Sabadell, 2,26%, entre os mais negociados.

Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI 20 liderou as perdas, em baixa de 2,28%, em 5.063,87 pontos, com queda de 1,61% na comparação semanal.

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