As bolsas de Nova York fecharam sem direção única, com o Nasdaq registrando leve alta, suficiente para renovar mais uma vez recorde histórico. O mercado operou durante todo o dia perto da estabilidade, assimilando os dados de emprego do payroll, que na avaliação de analistas devem fazer com que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) aguarde mais algum tempo antes de anunciar a redução no seu programa de compras de ativos.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,21%, aos 35369,09 pontos; o S&P 500 caiu 0,03%, para 4535,43 pontos; e o Nasdaq subiu 0,21%, aos 15363,52 pontos.

Na semana, o Dow Jones caiu 0,24%, enquanto o S&P 500 acumulou alta de 0,58% e o Nasdaq avançou 1,55%.

O relatório de empregos dos EUA mostrou que em agosto a geração de vagas no país ficou muito aquém do esperado pelo mercado, mas apesar disso, a taxa de desemprego recuou e os salários subiram. A Capital Economics afirma que o resultado tira qualquer possibilidade de anúncio da redução dos estímulos após a reunião de setembro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed e, “se a fraqueza persistir, a decisão pode ser adiada para o ano que vem”.

O crescimento do emprego está moderando, mas Wall Street ainda acredita que este é um mercado de trabalho forte, aponta Edward Moya, analista da Oanda. “O S&P 500 não sabia o que fazer com este relatório sem brilho. As ações dos EUA lutaram para manter os ganhos anteriores devido às preocupações de que a recuperação do mercado de trabalho terá dificuldades”, avalia.

Entre os entraves apontados ao crescimento econômico estão a inflação, que segundo ele continuará alta, e uma aprovação instável para o plano de gastos de US$ 3,5 trilhões dos democratas.

Os papéis do setor bancário registraram perdas nessa seção, com Goldman Sachs caindo 0,77% e JPMorgan, 0,60%. As ações da Tesla subiram 0,16%, mesmo após a ampliação das investigações sobre acidentes envolvendo seus veículos autônomos.