Cocheira

Brasil é o centro da América Latina

Crédito:  Nilton Fukuda/Estadão

Depois de sete anos, o Brasil voltou a sediar o Fórum Econômico Mundial para a América Latina, realizado desde 2006. Ele faz parte do calendário regional do Fórum Econômico Mundial de Davos, criado pelo economista alemão Klaus Schwab há 47 anos. A edição brasileira, em março na capital paulista, contou com a presença de Schwab e trouxe uma novidade: daqui para a frente, São Paulo passa a ser a sede exclusiva para esses encontros que acontecem a cada dois anos. Nesta edição, entre vários temas, de tecnologia a igualdade de gênero, o que mais interessou ao setor do agronegócio foi a mesa sobre novos acordos da globalização, coordenada pelo brasileiro Roberto Azevêdo, diretor da Organização Mundial do Comércio. Os latino-americanos estão em um impasse sobre negociações em bloco: se vão em frente com o Mercosul ou se partem para acordos bilaterais. O Mercosul não deslanchou desde 1991, quando foi criado por Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, e depois estendido a outros países.

EMBRAPA
Visita real no campo

Não é sempre que a realeza desembarca no País, especialmente para conhecer o campo. Mas em março foi isso o que aconteceu. O príncipe herdeiro do Japão, Naruhito Kotaishi Denka, esteve na sede da Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF). Ele foi recebido por Maurício Lopes, presidente da Embrapa. Denka queria conhecer os resultados de parcerias de pesquisa entre os dois países, especialmente nas culturas de café, cana-de-açúcar e soja.

PLANO SAFRA 2018/2019
De chapéu na mão

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou ao governo federal o que as suas 30 federações estaduais gostariam de ver no Plano Safra 2018/2019, que será apresentado até o fim de junho. O pedido é de aumento substancial de recursos para o setor, invertendo a tendência das últimas safras. Para a CNA, seria importante fortalecer o Programa de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural, totalizando R$ 1,2 bilhão. Além disso, também seria preciso destinar R$ 2,5 bilhões para o apoio à comercialização da safra. Esses pontos dariam estabilidade para o setor do agronegócio produzir com certa tranquilidade no próximo ciclo. A CNA também pede a redução das taxas de juros, acompanhando a queda da Selic e da inflação.

TOYOTA
Etanol no tanque dos elétricos

Divulgação

A japonesa Toyota trouxe um grande alento à indústria sucroenergética nacional. A montadora apresentou em março, na capital paulista, o primeiro protótipo de carro movido a etanol e energia elétrica do mundo, mostrando que pode haver muita sinergia entre os dois sistemas. O modelo em teste é baseado no Prius, top de linha que percorrerá 100 mil quilômetros até o fim do ano. O primeiro trecho, de 1,5 mil quilômetros, será entre São Paulo e Brasília. O veículo é o segundo maior trunfo do setor de etanol, depois do surgimento do carro flex-fuel em 2003.

PECUÁRIA
Observatório Gaúcho da Carne

Divulgação

Em março, entrou no ar a plataforma online Observatório Gaúcho da Carne, embrião do que um dia poderá ser uma agência para promover a pecuária do Rio Grande do Sul. A ideia é reunir dados atualizados sobre a cadeia produtiva da bovinocultura do Estado e os seus impactos no mercado. Para começar, já foram inseridas 883 milhões de informações no sistema. A ideia do observatório nasceu em 2017 na principal feira agrícola gaúcha, a Expointer, e tem sido bancada pelo governo do Estado, mais a Federação da Agricultura (Farsul), o sindicato das indústrias do setor (Sicadergs) e o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária (Fundesa). Acompanhe o movimento em observatoriogauchodacarne.com.br.