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Brasil se consolida como o mercado mais importante para a Genex global

Crédito:  Luiz Fernando Ambrosio

Mercado: para o executivo Sérgio Saud, presidente da Asbia e proprietário da CRI Genética, a inseminação artificial pode representar muito pouco dos investimentos em tecnologia no campo, não mais que 2% dos investimentos em genética (Crédito: Luiz Fernando Ambrosio )

 

 Sérgio Saud, diretor da Genex Brasil

No Brasil, o rebanho bovino inseminado está estimado em cerca de 10% a 12% do total. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o atual rebanho é de 171 milhões de animais. O imenso potencial de crescimento do uso da tecnologia de inseminação artificial que se reflete diretamente em aumento da produtividade na pecuária de corte e leite, e o desempenho crescente da Genex, subsidiária da americana Urus, na comercialização de sêmen nos últimos anos, são fatores que tornam o Brasil o principal mercado da companhia.

Durante a convenção de vendas da empresa, realizada na última semana em Ribeirão Preto (SP), o COO da companhia, Huub Te Plate, apresentou as perspectivas para os próximos anos, destacando o papel fundamental do Brasil nas estratégias da empresa.

Com cerca de 50% das vendas de sêmen de corte direcionadas para o Brasil, a Genex vê o país como um dos mercados-chave na expansão dos negócios e crescimento projetado. “É um mercado em expansão e a Genex Brasil é um modelo a ser seguido por outras empresas do grupo, tendo registrado um crescimento de 230% nos últimos oito anos”, afirma Plate, que é holandês, mas vive nos EUA desde 2000. “Destaco, principalmente, o mercado de sêmen de corte, que é o maior que temos no mundo.” Para o executivo, as exportações de sêmen brasileiro das raças gir, girolando e nelore, que cresceram de forma significativa em 2018 e devem continuar aumentando especialmente para países de clima tropical da América Latina, como Colômbia, Equador, Bolívia e Paraguai, mais a América Central, em países Costa Rica, Honduras, Nicarágua e México,  além da Ásia, na Índia, Paquistão e Sri Lanka.

Com a criação da Urus, resultante da fusão entre as holdings Cooperative Resource International (CRI) e a Koepon Holding, a empresa se tornou a maior companhia genética de inseminação artificial de bovinos e informações de gestão agropecuária do mundo. “O mercado brasileiro será beneficiado pelos investimentos globais na casa dos US$ 25 milhões, que impulsionarão o progresso genético para todas as principais raças, como nenhuma organização já fez antes”, diz Te Plate. “E isso será feito com total comprometimento e foco nos resultados dos membros da cooperativa e dos clientes.”

Em 2019, a Genex Brasil, com sede em São Carlos (SP), tem como meta passar a marca de 2 milhões de doses de sêmen comercializadas. Para Sergio Saud, diretor da Genex Brasil (na foto acima), o crescimento do uso da inseminação artificial (IA) e inseminação artificial em tempo fixo (IATF) nas propriedades deve ser impulsionado por fatores favoráveis ao negócio da pecuária este ano. “Temos um cenário bastante propício com um ciclo da pecuária em fase positiva”, diz ele. “O bezerro com preço valorizado e expectativa de aumento no valor da arroba perspectiva de crescimento da exportação de gado vivo, recordes de exportação de carne bovina e previsão de baixa nos preços das commodities devido ao vírus suíno na China”. De acordo com o executivo, também haverá um aumento da oferta de grãos no mercado, levando a uma redução dos custos de produção tanto na produção leiteira, como nos confinamentos de corte. Também é esperado uma recuperação no consumo do mercado interno, o que deve favorecer tanto os lácteos como a demanda por carne gourmet. “Estamos muito otimistas para crescer ainda mais este ano”, diz ele.