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BRF: mercado halal tem queda em volume vendido, Ebitda e lucro bruto no 4º tri

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BRF: CEO Lorival Luz diz que relação de longo prazo com clientes internacionais preserva confiança nos negócios (Crédito: Divulgação)

São Paulo, 3 – O segmento mercado halal, um dos mais importantes para a BRF, apresentou recuo anual no volume vendido, no lucro bruto e no Ebitda no quarto trimestre de 2019. A receita operacional líquida desse mercado no trimestre, no entanto, aumentou 2,4%, segundo a companhia, favorecido pela desvalorização cambial de 8,1% em um ano.

O volume comercializado caiu 0,6%, para 290 mil toneladas no último trimestre do ano passado. As vendas de aves in natura registraram leve alta de 0,3%, para 252 mil toneladas, mas o segmento de processados recuou 6,4%, para 37 mil toneladas. A empresa afirmou que a mudança do mix de produtos e países, além de menores custos com frete, fizeram a margem bruta recuar 1,4 ponto porcentual.

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A companhia afirma que os preços em dólar ficaram pressionados no trimestre porque houve menos embarques para o Iraque a partir da subsidiária turca Banvit – já que o Iraque restringiu parcialmente a importação de produtos da Turquia – e também em decorrência da suspensão temporária pela Arábia Saudita de importações da planta de processados da BRF em Abu Dabi.

Em comunicado, a BRF diz também que, após a recente suspensão pela Arábia Saudita de duas plantas da companhia no Paraná, a produção foi redirecionada para as outras cinco plantas habilitadas para o país. “Reforçamos nossa vocação de crescimento e liderança nesse mercado com o anúncio de uma nova planta de processados,anunciada em outubro de 2019. Ela receberá investimentos de aproximadamente US$ 120 milhões e consolidará nossa presença e geração de valor na região”, informou a nota.

No segmento Brasil, houve avanço expressivo do lucro bruto e do Ebitda ajustado. A receita operacional líquida registrou avanço anual de 7,4% no quarto trimestre. A companhia credita o resultado à boa venda em datas comemorativas – a melhor desde 2015 -, a menores níveis de estoques, e à priorização de canais mais rentáveis. No período, os preços médios subiram 9,6%, o que compensou o recuo de 2,0% no volume comercializado.

O lucro bruto avançou 39,8% no quarto trimestre do ano passado em relação ao mesmo período de 2018, para R$ 1,383 bilhão; e o Ebitda ajustado do segmento subiu 51,3%, para R$ 841 milhões.

Para a categoria outros mercados internacionais, que inclui Ásia, África, Américas e Europa, também houve avanços nos últimos três meses de 2019. O volume vendido avançou 17,5%, para 208 mil toneladas.

“O surto da Peste Suína Africana continua a provocar impacto na oferta em diversos países asiáticos, resultando em maior demanda pelos produtos importados”, informa a companhia em comunicado. “Na China, nossos volumes cresceram 92,3%, com impacto também de um maior número de plantas habilitadas durante o segundo semestre do ano e com preços em dólares subindo 51,5% a/a”, conclui a nota.

Com isso, o lucro bruto avançou expressivos 275,1%, para R$ 464 milhões, no quarto trimestre, e o Ebitda ajustado do segmento passou de R$ 4 milhões no último trimestre de 2018 para R$ 401 milhões no mesmo período de 2019. A receita operacional líquida subiu 44,2% na mesma comparação, para R$ 1,729 bilhão.

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