Negócios

Frango: BRF se reunirá com avicultores do MT para negociar pagamento retroativo

Crédito: Arquivo / Dinheiro Rural

Eles querem os valores pagos pela produção recebida a partir de janeiro, o equivalente a uma diferença retroativa total de quase R$ 4 milhões (Crédito: Arquivo / Dinheiro Rural)

São Paulo, 17 – Produtores de frango integrados à unidade da BRF de Lucas de Rio Verde (MT) mantêm paralisados os alojamentos de pintinhos para engorda e abate desde a segunda-feira (14), enquanto a empresa não se dispõe a elevar em 8% a 11% os valores pagos pela produção recebida a partir de janeiro, o equivalente a uma diferença retroativa total de quase R$ 4 milhões.

Segundo o coordenador da Comissão para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadec) e diretor executivo da Associação de Produtores de Proteína Animal (Appa), Pablo Artifon, a perspectiva é de que as atividades sejam retomadas na sexta-feira, 18, data para a qual a BRF agendou uma reunião para negociação.

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Na semana passada, a empresa se reuniu com representantes da Cadec e da Appa e aceitou reajustar a partir de junho os preços pagos pelas aves recebidas. O reajuste era esperado pelos produtores desde novembro de 2020, quando a empresa costuma propor incrementos de preços, com base na atualização de custos das granjas. Contudo, a revisão dos preços pagos entre janeiro e junho ficou de fora do acordo, o que motivou a decisão dos avicultores de interromperem os alojamentos nesta semana.

De acordo com Artifon, dos 700 aviários que operam integrados à companhia, localizados em Lucas do Rio Verde, Tapurah e Sorriso, 480 aderiram à greve e até a sexta-feira cerca de 1,5 milhão de animais deixarão de ser alojados. “Se os outros 220 aviários parassem também, seriam 2,25 milhões de frangos a menos para a empresa”, disse.

Também nesta semana, produtores de outros Estados do Brasil começaram a se articular para criar uma liderança nacional que implemente critérios e uma metodologia para controle, gestão e relacionamento entre produtores e agroindústrias, aos moldes do observado em Lucas do Rio Verde. Segundo ele, 35 associações já fazem parte dessas articulações e a intenção é adaptar o modelo, respeitando os custos e particularidades de cada região.

Procurada, a BRF não se manifestou sobre o assunto. Na semana passada, em nota enviada ao Estadão/Broadcast, a companhia disse que estava em “negociação constante” com os produtores.

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