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BRF: segunda etapa do plano vai alongar o perfil da dívida e reduzir seu custo

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Nave mãe: a unidade catarinense de Concórdia (ao lado), é um dos 54 frigoríficos da BRF e um símbolo da companhia. Ela fazia parte da Sadia, incorporado à empresa em 2009 (Crédito: Divulgação)

São Paulo, 7 – Passada a etapa de vendas de ativos, a companhia de alimentos BRF deve ingressar em uma segunda etapa focada no alongamento da dívida e na redução de seu custo, afirma o diretor global de operações, Lorival Luz, em teleconferência com analistas.

O processo de alongamento envolveu a entrada de caixa e o refinanciamento de dívidas com bancos, ambos já anunciados. Na estimativa preliminar, a posição de caixa prevista para dezembro de 2018 ficou em R$ 7 bilhões.

O executivo lembra que o aumento de despesas com grãos e outros custos impulsionaram a alavancagem no terceiro trimestre de 2018, fazendo com que a relação entre dívida líquida e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado ficasse em 6,74 vezes. No quarto trimestre de 2018, a expectativa é de que este número caia para 5 vezes.

Ao longo de 2019, a BRF ainda deve amortizar dívidas na casa dos R$ 4,256 bilhões e, portanto, no balanço entre entradas e saídas de capital, a projeção é chegar ao quarto trimestre do ano com cerca de R$ 5,8 bilhões em caixa.