Economia

BTG eleva preço-alvo da JBS para R$ 35/ação e reitera recomendação de compra

Crédito: Julio Bittencourt

internacional: a sede da JBS em Greeley, nos Estados Unidos, é exemplo do avanço das empresas brasileiras, realizado com a aquisições de concorrentes globais (Crédito: Julio Bittencourt)

São Paulo, 5 – O BTG elevou o preço-alvo da JBS para R$ 35/ação, 17,05% acima do fechamento da sessão de quarta-feira, quando o papel fechou a R$ 29,90. O preço-alvo anterior era de R$ 27. O banco reiterou a recomendação de compra e que a companhia é a de perspectivas de melhor desempenho no setor. “Não acreditamos que o avanço este ano significa que o preço da ação está justo”, diz o relatório assinado pelos analistas Thiago Duarte e Henrique Brustolin.

O aumento é justificado pelo banco por uma série de fatores: fluxo de caixa livre expressivo, menor risco – em decorrência de desalavancagem, listagem nos Estados Unidos, melhor governança – e a oportunidade de aquisições.

O BTG resumiu a apresentação de executivos da JBS em encontro com investidores ontem em Nova York, destacando que tenta se posicionar como uma empresa do mais alto patamar global, com metas ambientais e sociais. Também foram destacadas as prioridades da companhia: um portfólio com mais valor agregado (principalmente por meio de produtos processados) e investimentos em inovação focada no consumidor. O foco tanto no crescimento orgânico quanto no inorgânico também foi enfatizado.

Para o BTG, a migração para produtos processados “provavelmente exigirá que a JBS aumente as fusões e aquisições, embora a gestão da companhia tenha insistido que continuará a adotar uma abordagem de aproveitar oportunidades para evitar pagamentos excessivos”.

A diretoria da empresa também afirmou que o momento atual é positivo, com um crescimento da população de classe média e a peste suína africana na Ásia, entre outros fatores. Executivos disseram também que a JBS pode lançar uma nova política de dividendos após a listagem nos EUA.