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Estilo no Campo22/02/2022

Cachaça lapidada como diamante

Lana Pinheiro
Texto por:Lana Pinheiro22/02/22 - 09h00min - Atualizado em 22/02/22 - 14h43min

Na virada do milênio, lá nos idos de 2001, Hugo Weber e seu filho Evandro Weber tinham muito a comemorar. A decisão tomada no decorrer daquele ano de reinventar o negócio da família com a criação da marca Weber Haus, foco no segmento de cachaças artesanais de rótulos sofisticados e expansão comercial para uma cobertura nacional e até internacional, em vez da regional então praticada, rapidamente se mostrou acertada. Havia doses da cachaça da casa à venda por mais de US$ 100 em restaurantes de luxo nos Estados Unidos. Para comemorar, pai e filho decidiram elaborar uma cachaça especial e colocá-la para envelhecer nos seus melhores tonéis. Esse líquido agora está engarrafado em lote especial de 1 mil garrafas de rótulo Weber Haus Diamant 21 anos que chega ao mercado cheio de charme: embalagem em forma de diamante, com dois copos e livreto com história da casa e do produto. Tudo em bela caixa de madeira. O rótulo 0001 foi vendidono dia 18 de novembro de 2021 em leilão de uma hora por R$ 66.948,00. “A primeira garrafa foi a rainha da noite”, disse à RURAL Evandro Weber, diretor da casa.

O apreciador da boa cachaça, porém, não precisa se preocupar. Até o dia 5 de janeiro (data em que esta matéria foi escrita) ainda haviam 893 garrafas à venda. A conta é simples. Do lote inicial, a garrafa número um foi leiloada, a milésima foi para o acervo da família e 105 outras haviam sido vendidas, 25 delas para um destino especial. “Foram compradas por um cliente inglês que testou o produto numa rodada antes do engarrafamento e queria ter nossa cachaça para as festas do fim de ano”, disse Weber. Os preços também são menos salgados que o de estreia. Quem escolhe uma garrafa com um diamante incrustado paga R$ 13.948. Agora, quem não faz questão da pedra preciosa desembolsa R$ 8.948.

" O nosso consumidor está mais exigente e estamos incentivando que ele fique cada vez mais”

TRADIÇÃO E INOVAÇÃO Ao ver os preços, além das altas cifras para uma cachaça chamar atenção, é de se notar também a presença dos R$ 48 que sempre estão nas últimas casas da etiqueta. Esse detalhe mostra um lado tradicional de uma destilaria que está se sobressaindo por inovar: ainda que a história da casa tenha começado em 1824, ano em que a família alemã chegou ao Sul do Brasil para produzir um destilado comum em seu país de origem, o schnaps feito de batata inglesa, foi em 1848, que trocaram a batata por cana e passaram a produzir cachaça. Um século depois, em 1948 a Destilaria H. Weber passa a trabalhar comercialmente. Daí, a presença do 48.

Já a inovação, vem da visão empreendedora. “Temos a missão de mudar a percepção da cachaça no mundo”, disse Weber. A meta é conseguir fazer com que a bebida seja reconhecida pelo sabor, pela qualidade e, assim, quebrar a imagem de bebida popular para colocá-la cada vez mais nas prateleiras premium. A Weber Haus Diamant 21 anos nasceu com esse objetivo, por isso o rigor com o marketing que a embala, e mais ainda com o processo de produção. A cachaça foi envelhecida por seis anos em Carvalho Francês e por 15 anos em Bálsamo, com graduação alcoólica de 40% e possui características sensoriais de nozes, chocolate, tabaco, baunilha, canela, amêndoa e erva-doce. E mais um detalhe: quem compra a bebida também recebe uma vela, um termômetro e uma roda sensorial desenvolvida em conjunto com Aline Bortoletto, fundadora e diretora da Inovbev Pesquisa e Desenvolvimento de Bebidas.

O líquido envelhecido por 21 anos nos melhores tonéis da casa confirma a elevação da cachaça à categoria Premium

A roda sensorial, explica Evandro Weber, foi criada para elevar a experiência do consumidor com a bebida. A instrução é simples. Ao ter a bebida em mãos, a ideia é levar a garrafa ao freezer até chegar a 2ºC. Nesse ponto se faz a primeira degustação do produto e anota-se as impressões na roda sensorial. Depois, usando um copinho que a acompanha, a vela e o termômetro, o consumidor deve aquecer o líquido a 10ºC, beber e anotar as impressões. E repetir o processo por mais duas vezes, aos 20ºC e finalmente aos 30ºC. Ao fim, a ideia é comparar as impressões tidas com aquelas feitas por Aline. Para Weber, datalhes que fazem a diferença. “O nosso consumidor está mais exigente e estamos incentivando que ele fique cada vez mais. Isso será bom para nós e para o setor”. Uma evolução que merece um brinde, de cachaça, claro.

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