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CCR/Perez: Negociações para reequilíbrio de contratos estão em fase final

Diante dos efeitos negativos da pandemia nos resultados da CCR, a companhia informou que as negociações para reequilíbrio de contratos estão em fase final.

“As discussões estão muito avançadas em São Paulo. Assim que houver acordo, faremos aditivos em cada um dos contratos das concessionárias”, disse nesta sexta-feira o diretor financeiro e de relações com investidores da CCR, Waldo Pérez, em teleconferência com analistas.

A companhia divulgou na noite desta quinta-feira uma queda de 86,7% do lucro líquido em 2020, para R$ 191 milhões.

Além do setor de rodovias, a companhia também atua em aeroportos. Pérez citou como exemplo recente um reequilíbrio de contrato relativo à concessão do aeroporto de Confins, em Minas Gerais.

Em São Paulo, onde as discussões para reequilíbrio envolvem as concessões CCR AutoBAn, CCR SPVias, CCR ViaOeste e Renovias, o executivo afirma que o governo deixou claro que “há uma vontade grande” de fechar acordo.

As discussões ocorrem em um momento de queda da demanda, resultante das restrições da pandemia. Em 2020, a companhia registrou uma retração de 2,6% do tráfego consolidado. Em rodovias, o segmento de veículos leves segue mais afetado do que em pesados. Já em aeroportos, a situação é mais crítica.

“Fomos muito afetados no negócio de aeroportos, onde a demanda ainda está de 40% a 50% menor do que o nível pré-pandemia”, disse em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, na quinta-feira o superintendente de relações com investidores da companhia, Marcus Macedo.

Perez também reforçou que a companhia vem trabalhando para continuar relevante nos segmentos em que atua, principalmente o de rodovias, e que a forte posição de caixa atual – de aproximadamente R$ 6 bilhões – permite que a CCR tenha competitividade na agenda de leilões de infraestrutura nos próximos três anos.

“Estamos extremamente confortáveis com nossa posição e vamos reduzir ainda mais nosso nível de alavancagem, que hoje pode ser considerado saudável”. A CCR encerrou dezembro com alavancagem medida pela relação dívida líquida sobre o Ebitda de 2,9 vezes, ante 2,7 vezes no trimestre anterior.

Pérez destacou que mesmo em meio à crise gerada pela pandemia, a CCR deve manter a política de dividendos, pagando proventos duas vezes ao ano. “Vamos manter nossa política de dividendos, isso é um ponto importante para vários de nossos investidores”.

Sobre o longo prazo, Macedo ponderou que eventuais oportunidades em novos segmentos de negócios, como saneamento, por exemplo, serão avaliadas com cautela. Ele afirma que a CCR criou recentemente uma diretoria de novos negócios, que visa analisar oportunidades para o futuro. “Só atuamos em segmentos em que temos relevância e escala. Vamos entrar em concorrências cuja relação entre risco e retorno fazem sentido”.

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