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Insper/Jank: cerco sobre pecuária está apertando no que se refere ao desmatamento

Crédito: Divulgação/Ipaam

Jank afirmou que o democrata Joe Biden, eleito novo presidente dos Estados Unidos, deve se aliar à União Europeia e aumentar a pressão sobre o Brasil (Crédito: Divulgação/Ipaam)

São Paulo, 27/11 – O professor sênior de agronegócio no Insper e coordenador do Centro Insper Agro Global (Insper), Marcos Jank, destacou nesta sexta que “o cerco sobre a pecuária está apertando quando falamos de desmatamento”. Durante debate em evento promovido pela Scot Consultoria, ele afirmou que o democrata Joe Biden, eleito novo presidente dos Estados Unidos, deve se aliar à União Europeia e aumentar a pressão sobre o Brasil na pauta ambiental.

Ele ressaltou que a questão do desmatamento ilegal do Bioma Amazônia já era uma pauta do setor, mas ficava restrita aos produtores. Jank lembrou, contudo, que o assunto se expandiu e está em pauta no mercado internacional e já ganhou espaço na indústria. “Os frigoríficos estão entrando nessa questão de controle do desmatamento nas suas cadeias produtivas”, acrescentou.

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Conforme Jank, “o setor da pecuária brasileiro precisa mudar o disco e assumir a ótica de ‘vamos resolver nossos problemas e mostrar para o mundo'”, comentou. Para ele, o caminho é a implementação do Código Florestal e a redução das irregularidades de fiscalização. “Podemos integrar mais a agricultura com a pecuária e aproveitar as áreas de pasto que já estão degradadas”, concluiu.

Para o secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio Marques, que também participou do debate, o avanço na implementação do Código Florestal já vai começar a mudar a imagem do País. “Não precisa nem esperar terminar de implementar o código para ver uma transformação no olhar sobre o Brasil, o importante é caminhar para isso”, disse.

O secretário também reforçou que essa pauta tem uma relevância expressiva no governo e que se, no futuro, houver discussões sobre a reformulação do Código Florestal, será no sentido de “apertá-lo ainda mais”. Sampaio acrescentou, ainda, que a regularização fundiária está entre as três prioridades do Ministério da Agricultura.

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