Geral

Chuvas e tempestades castigam o planeta no fim do ano

Da Redação

29/12/2020



 

O fim do ano está parecendo o fim do mundo, a julgar pela quantidade de chuvas e tempestades ao redor do planeta.

A Agência de Meteorologia do Japão anunciou hoje (29) que o número de tufões que atingiram o país em 2019 foi praticamente o dobro do registrado em outros anos. Disse ainda que duas dessas tempestades estavam entre as mais fortes a atingir áreas nas cercanias de Tóquio em quase 30 anos. As informações são da Agência Brasil.

O órgão japonês informou, também, que o tufão Faxai, em setembro, e o Hagibis, em outubro, eram os mais fortes a atingir a região de Kanto e a província de Shizuoka desde 1991, com ventos chegando a 144 quilômetros por hora no momento em que passaram pelo país.

Nas Filipinas, o número de mortos pelo poderoso tufão que atingiu o país no Natal totalizou 41, disseram autoridades no domingo, enquanto dezenas de milhares de pessoas permanecem abrigadas. A informação foi divulgada pela Agência France Presse (AFP).

O tufão Phanfone deixou as Filipinas no sábado depois de passar por várias ilhas do arquipélago de Visayas, no centro, incluindo algumas muito populares entre os turistas.

Além desses dados alarmantes, o governo de Moçambique (África), emitiu hoje (29) um alerta laranja para todas províncias do país, na sequência do mau tempo que já provocou cinco mortes e destruiu infraestruturas na província de Cabo Delgado.

De acordo com nota da Agência Brasil, a ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua, disse que “foi decretado o alerta laranja para todas as províncias, o que vai ajudar a que se faça o pré-posicionamento. É importante que o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades se prepare, de modo que, caso ocorra uma situação igual a que se registra em Cabo Delgado, as infraestruturas já estejam prontas para fazer a busca e salvamento.”

MUDANÇAS CLIMÁTICAS – O professor Kazuhisa Tsuboki, da Universidade de Nagoya (Japão), afirmou, de acordo com nota da Agência Brasil, que mudanças climáticas estão provocando um aumento nas temperaturas das águas do mar e criando mais umidade, fazendo com que tufões cheguem até o Japão sem perder a intensidade. Ele acrescentou que os tufões Faxai e Hagibis eram exemplos desse fenômeno.

O professor disse que medidas contra desastres irão se tornar primordiais, uma vez que tufões, chuvas e outros desastres naturais poderão piorar no futuro.

Já a temperatura média em todo o Japão em 2019 deve ser a mais alta desde o início dos registros em 1898. A Agência de Meteorologia anunciou que, com base em dados observados em 15 locais, a temperatura deve ser 0,92 grau Celsius maior que a média.