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CitrusBR: indústria deve processar 243,4 milhões de caixas de laranja

Ribeirão Preto, 22 – A Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) estimou nesta terça-feira, 22, que as companhias do parque comercial citrícola brasileiro devem processar 243,4 milhões de caixas de 40,8, kg de laranja na safra 2018/2019, a ser iniciada em 1º de julho. O total representa uma queda de 34% ante a moagem de 370 milhões de caixas da fruta na atual safra, a qual foi 83,6% superior ao processamento de 185,6 milhões de caixas de 2016/2017.

A queda na moagem ocorre por causa do recuo na oferta de laranja para o período. Segundo a primeira Pesquisa de Estimativa de Safra (PES), divulgada em 9 de maio, a produção estimada para 2018/2019 será de 288,2 milhões de caixas de laranja, volume 27,6% menor do que o de 398,35 milhões de caixas da safra 2017/2018.

Caso a oferta se confirme e considerando um rendimento de 260 a 290 caixas para a produção de uma tonelada de suco de laranja concentrado e congelado (FOCJ) equivalente, a produção da bebida em 2018/2019 deve variar de 839,4 mil a 936 mil toneladas. Essa oferta seria de 28,5% a 36,5% menor que o total de 1,31 milhão de toneladas de FOCJ equivalente produzido em 2017/2018, 86,6% maior que a produção de 2016/2017, de 702 mil toneladas.

“Essa grande safra (2017/2018) veio em um momento estratégico para repor, ao menos parcialmente, nossos estoques de suco”, informou o diretor executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto. Os estoques de passagem, que começaram a safra atual praticamente zerados, devem encerrar o período, em 30 de junho deste ano, em 306 mil toneladas, ante uma estimativa inicial de 254,2 mil toneladas.

Já os estoques de passagem, também considerando a oferta da fruta e da bebida para a próxima safra, devem encerrar a safra 2018/2019, em igual data do próximo ano, entre 56 mil e 156 mil toneladas, nível considerado crítico pelas indústrias. “Torcemos para que a safra se desenvolva bem porque, mais uma vez, teremos um ano bastante desafiador para nossa indústria”, concluiu o executivo.