Economia

Com coronavírus, Alemanha prevê mudanças em processadoras de carnes

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O ministro do trabalho da Alemanha, Hubertus Heil (Crédito: Divulgação)

Depois que as infecções em decorrência do novo coronavírus se tornaram comuns nas processadoras de carne por todo mundo, a Alemanha irá rever a legislação do setor. Os contratos de trabalho por agências serão em breve banidos e as violações do horário de trabalho serão punidas com mais severidade.

O ministro do trabalho, Hubertus Heil, disse ao jornal Wirtschafts Woche que já estava na hora de organizar este setor. A pasta está criando um programa de saúde e segurança ocupacional direcionado para a indústria de carne. Entre as mudanças, também será proibido o trabalho temporário a partir do próximo ano.

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O abate e processamento de carne só devem ser permitidos a partir de 1 de janeiro de 2021 por empregados da sua própria empresa. “Isso não tornaria mais possível redigir contratos de trabalho e fornecer funcionários”, diz o documento. Na atual legislação, com um contrato de trabalho de agência, as empresas dão certas ordens e atividades, enquanto as agências de emprego cuidam da execução completa.

Os sindicatos são a favor de uma proibição e a indústria está reagindo com críticas às mudanças. A ministra da agricultura, Julia Klöckner, apoia a abordagem mais rigorosa em relação às empresas. Ela explica que a delegação de responsabilidades para subcontratados acaba custando aos trabalhadores. Agora, Heil deve apresentar uma lei com as novas determinações.