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Com entressafra e greve, País exporta 34,7% menos em maio, diz Cecafé

São Paulo, 12 – O Brasil exportou em maio 1,7 milhão de sacas de 60 quilos de café, expressiva queda de 34,7% ante o total embarcado em igual mês de 2017. Em relação ao mês de abril deste ano, a queda foi de 28,3%. Embora uma queda nas exportações já fosse prevista, por causa do período de entressafra, com a paralisação dos caminhoneiros no mês passado o volume recuou mais ainda, conforme o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O presidente da entidade, Nelson Carvalhaes, informou, em nota, que entre 400 mil e 500 mil sacas deixaram de ser embarcadas no mês por causa desses dois motivos. “Com a estimativa de que teremos uma safra recorde de café para o próximo ano cafeeiro, que oficialmente se iniciará em julho, o Cecafé espera recuperação dos volumes exportados”, disse.

Entre as variedades embarcadas no mês, o café arábica se manteve na liderança, representando 83,5% do volume total de exportações (1.419.511 sacas), seguido pelo solúvel, com 13,7% (233.566 sacas), e robusta, com 2,7% (46.488 sacas).

No acumulado do ano, o Brasil exportou 11,98 milhões de sacas, recuo de 7,2% ante igual período de 2017. A receita cambial também caiu, para US$ 1,88 bilhão. “Importante dado a destacar foi que, no ano civil, o volume de exportação de robusta cresceu 114,5% em relação a igual período de 2017 (de 99.236 para 212,849 sacas)”, disse o Cecafé.

Os principais destinos para o café brasileiro foram Estados Unidos, Alemanha e Itália, com 17,4% (2,081 milhões de sacas); 16% (1,922 milhão de sacas) e 10,1% (1,216 milhão de sacas), respectivamente.

Em cafés diferenciados, o Brasil embarcou 2.075.924 sacas entre janeiro e maio, obtendo participação de 17,3% no total do café exportado e 20,9% da receita. Em relação a igual período de 2017, o volume representou um crescimento de 15,5%.