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Como cultivar uva rosada, bordô ou sem sementes em casa?

Crédito: Pixaby

É preciso identificar o objetivo do plantio para escolher a uva correta (Crédito: Pixaby)

As uvas possuem diversas propriedades benéficas à saúde e um plantio relativamente simples, se comparadas com outras frutas. No primeiro ano de cultivo já é possível colher os primeiros cachos, mas a produção ficará plena em três anos, em média.

Segundo o engenheiro agrônomo Rodrigo Monteiro, da Embrapa Uva e Vinho, a fruta pode ser produzida em todas as regiões do Brasil. Em entrevista ao programa Prosa Rural, da Embrapa, ele explicou como ter uma pequena horta de uvas dentro de uma residência ou propriedade rural. Veja aqui as principais dicas do especialista.

1º passo – tipo de uva

O primeiro passo para a pessoa que deseja cultivar uva em casa é definir qual será tipo da fruta. Essa escolha vai depender de dois fatores: qual o objetivo do cultivo e em qual região do País isso acontecerá.

Na região Sul, por exemplo, há uma gama maior de variedades. Já na região Nordeste, alguns tipos de uvas não se desenvolvem tão bem pelo clima mais quente.

O outro fator a ser considerado é a finalidade do cultivo. Se a família pretende consumir uva in natura, a rosada ou a sem semente são opções.

Mas, se o objetivo é fazer algum processamento, como suco ou geleia, pode ser uma bordô ou Isabel.

Para quem pretende plantar em casa e quer aliar as duas modalidades, neste caso, as uvas recomendadas são a rosada, bordô e Isabel.

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2º passo – tipo de muda

O tipo correto de muda é o que vai garantir o plantio. O recomendado é que o interessado em plantar adquira a muda de um viveiro licenciado, registrado no Ministério da Agricultura.

É importante verificar se a planta atende aos parâmetros técnicos de uma muda de qualidade, como o volume de raiz, ausência de doenças e pragas e bom tamanho.

3º passo – local

O local deve receber grande incidência de sol por completo. A uva precisa desse elemento para se desenvolver. De preferência, o espaço não deve estar próximo de outras plantas, porque a parreira precisa ser conduzida no seu crescimento. O terreno também deve ter boa profundidade e drenagem, além de não ser perto de muros porque a raiz requer espaço para crescer.

4º passo – videira

Na hora do plantio, é importante já ter feito a correção de fertilidade, com adubação, e durante o desenvolvimento da planta, seguir com a adubação orgânica para manter os nutrientes da terra.

Várias pessoas fazem o próprio composto orgânico, com os resíduos domésticos, e ele é suficiente para manter o crescimento da planta. Se for percebido alguma deficiência nutricional, o produtor pode colocar um adubo específico vendido em casas especializadas.

É importante que isso ocorra, no mínimo, duas vezes por ano. Em relação à água, se não for uma época de chuva, é necessário regar bastante no momento do plantio. Depois, se não for um período de estiagem, a própria chuva é o suficiente para manter a planta. Em locais sem precipitação, é indicado que a videira seja regada uma vez por semana.

5º passo – tempo

Do momento do plantio até a primeira colheita cheia, o produtor deve encarar um período de três anos. No primeiro ano de plantio, já será possível colher alguns cachos de uva, porém não o suficiente para manter uma produção. É indicado também que eles sejam retirados já que, no início da plantação, é necessário que a planta crie estruturas para as colheitas seguintes.

A parreira é uma planta perene, com capacidade para produzir durante muitos anos. Por isso, esse momento de estruturação da planta é importante.

6º passo – cuidados

O especialista ressalta ainda a necessidade de um cuidado diário da produção, para se certificar que não há problemas no desenvolvimento da planta ou invasores, e na poda da videira, o que auxilia o crescimento.

Sobre possíveis pragas, o agrônomo alerta para a importância de produtos naturais para esse cuidado. Não é recomendado o uso de substancias químicas em produções como essa.