Economia

Competitividade do frango deve continuar elevada em 2021, prevê Cepea

Crédito: Arquivo / Dinheiro Rural

O poder de compra dos consumidores deve continuar enfraquecido, o que favorecer as vendas de carne de origem avícola (Crédito: Arquivo / Dinheiro Rural)

São Paulo, 8 – A diferença de preços entre a carne de frango e as carcaças bovina e suína deve continuar elevada em 2021, após bater recorde no ano passado, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). “A retomada do crescimento econômico tende a ocorrer de forma gradual, e, com isso, o poder de compra dos consumidores deve continuar enfraquecido, o que, por sua vez, pode favorecer as vendas de carne de origem avícola, que é negociada a valores mais baixos que os das concorrentes”, disse o Cepea em relatório.

No acumulado do ano passado (2 de janeiro a 28 de dezembro), enquanto as carnes bovina e suína se valorizaram expressivos 35% e 32%, respectivamente, a proteína de frango avançou 9%.

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Segundo o Cepea, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima a produção nacional de carne de frango em 2021 em 14,5 milhões de toneladas, aumento de 5,5% ante o previsto para 2020. Já o consumo per capita deve crescer 4,4%, para 47 quilos.

O Cepea destaca que as exportações de carne de frango para a China devem continuar crescendo em 2021, apesar do empenho do país asiático em aumentar sua produção interna. O Japão, terceiro principal destino para a carne de frango brasileira e sede dos Jogos Olímpicos de 2021, também deve elevar suas compras, disse o Cepea.

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