Porteira Aberta

Conab faz censo de armazéns

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou o recadastramento dos armazéns privados do País, em setembro. São unidades que pertencem a empresas, entre elas gigantes como a Bunge, a Amaggi e a Cargill. O trabalho começou por dois Estados importantes na produção de grãos, o Mato Grosso e o Paraná, onde está concentrada a maior parte das unidades. O Mato Grosso, por exemplo, possui 418 armazéns nas mãos da iniciativa privada. Em todo o País há cerca de 17,7 mil armazéns, entre públicos e privados, cadastrados na Conab. Mas são insuficientes para acomodar toda a safra. O déficit para estocagem está estimado em cerca de 50 milhões de toneladas.

Crédito Rural
Menos burocracia
no balcão

No mês passado, um projeto de lei aprovado pelo Senado colocou um pouco de luz sobre a burocracia nos processos de renegociações do crédito rural. A lei, que precisa passar pela Câmara dos Deputados, permite que os produtores inadimplentes renegociem suas dívidas diretamente com as instituições financeiras que integram o Sistema Nacional de Crédito Rural. A ideia, com a nova lei, é dar maior agilidade e gerar um menor custo, no caso de uma renegociação por meio de processo administrativo.

Etanol
Embarque chinês

Hu qingming

Os chineses estão de olho no mercado de etanol. Até 2020, o país asiático pretende misturar o biocombustível à gasolina. A iniciativa faz parte da política de redução de sua dependência do combustível fóssil, com base em um programa do governo para produzir etanol em larga escala até 2025. No caso, o etanol será o celulósico, extraído de plantas como o milho. A China possui 280 milhões de carros circulando nas ruas, o maior mercado de automóveis do mundo. E não para de crescer. Atualmente, cerca de 20 milhões de carros são vendidos todos os anos o país, seguido pelos Estados Unidos, com 17 milhões de unidades.

Cacau
Menos amêndoas para o chocolate

A produção nacional de cacau deve totalizar 224,2 mil toneladas nesta safra, volume 4,8% abaixo da safra passada, de acordo com dados do IBGE. A área de colheita caiu 7,4% no período. Isso porque a Bahia, principalmente o Sul do Estado, recebeu fortes chuvas e queda de temperatura, retardando o amadurecimento dos frutos. Com isso, muitas áreas de baixo rendimento não serão colhidas, o que deve elevar o índice geral para a safra, que passa a ser de 362 quilos por hectare, um crescimento 2,8%.

Estados Unidos
Frango a jato

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O Conselho Nacional de Frango, entidade nos Estados Unidos que representa as companhias do setor, está em negociação com o Departamento de Agricultura do país (USDA) para que seja autorizado o abate de 175 aves por minuto, ou mais, aumentando a velocidade das linhas de produção em 25%. Atualmente, a maior parte dos frigoríficos processa 140 aves por minuto, decisão tomada em 2014 no governo do ex-presidente Barack Obama. De acordo com a entidade, a medida serve para acompanhar a crescente demanda interna e externa por carne de frango. Neste ano, a indústria americana deve processar cerca de 18,6 milhões de toneladas do produto. Com isso, o consumo interno caminha para ser recorde, com 41,4 quilos per capita em 2017.

Alerta
Praga no milharal

Peeterv

O Centro Internacional de Biociência Agrícola (Cabi, na sigla em inglês), fez um alerta, em setembro, que colocou o continente africano em polvorosa: os seus dez principais países produtores de milho podem perder até US$ 5,5 bilhões por ano, equivalentes a 18 milhões de toneladas de milho, por ataques de lagarta do cartucho nas lavouras. A praga já atinge 28 países, de acordo com o Cabi, uma organização sem fins lucrativos, com sede no Reino Unido, que reúne 400 cientistas em todo o mundo, inclusive no Brasil, nas áreas de agricultura e de meio ambiente. Oriunda das Américas, a lagarta também está no País. Por aqui, ela causa perdas anuais de cerca de US$ 450 milhões.

Sustentabilidade
O desafio da ILPF

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Para mostrar que o sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é sustentável, e medir os impactos de sua adoção no campo, pelo segundo ano consecutivo foi apresentado os dados de um experimento realizado em conjunto pela unidade da Embrapa Agrossilvipastoril, com sede em Sinop (MT), pela Associação dos Criadores de Mato Grosso e a Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso. O estudo comparou quatro sistemas produtivos: pecuária exclusiva, integração lavoura-pecuária (ILP), integração pecuária-floresta (IPF) e ILPF completa. A avaliação ocorrida entre os meses de julho de 2016 a julho de 2017, compara o desempenho dos sistemas com o mesmo período anterior. Em 72 hectares, além do ganho de peso, os pesquisadores monitoraram a adubação do pasto e o acúmulo de forragem.

ABCZ
Zebu para o mundo

No mês passado, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu assinou o primeiro “Contrato de Fornecimento de Ferramentas para o Melhoramento Genético de Zebuínos”, oficializando o início das operações internacionais do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ). Com isso, o Brasil irá transferir tecnologia para a Asociación Boliviana de Criadores de Cebú melhorar o seu gado. O PMGZ Internacional foi lançado em maio, durante a ExpoZebu, com representantes de cerca de 10 países, entre eles Costa Rica, Colômbia e Bolívia.

MAÇÃ
A caminho das Índias

Em setembro, o governo indiano autorizou a importação de maçã do Brasil. Isso abre boas perspectivas para a região Sul, que colhe 98% da safra. No ano passado, o País produziu 830 mil toneladas e exportou 30,6 mil, por US$ 18,1 milhões. “Em 2018, o país asiático deve ser maior destino de nossas exportações de maçãs frescas”, diz Moisés Lopes de Albuquerque, diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã.

Portos
Paranaguá mais robusto

Ivan Bueno

O porto de Paranaguá, no Paraná, um dos principais corredores de exportação de grãos do País, vai ficar mais robusto. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) está abrindo espaço para projetos de construção de armazéns pela iniciativa privada. A meta é aumentar a capacidade diária de recebimento da unidade, que hoje é de 140 mil toneladas de grãos. A ideia é expandir para 220 mil toneladas, somando um total estático de 1,8 milhão de toneladas. Os novos projetos devem elevar a capacidade de recebimento de grãos em 57%. O prazo para a seleção dos futuros parceiros é 2018 e o processo estará a cargo da Secretaria Nacional de Portos.

MATOPIBA
Lançamento internacional

O Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), lançou no mês de setembro, em Nova York, o programa “Parceria para o Bom Desenvolvimento”, voltado para a proteção do meio ambiente e a sustentabilidade. O projeto “Brasil, Reduzindo o Desmatamento na Cadeia Produtiva de Soja”, também chamado de GEF Matopiba, foi apresentado pela Sociedade Rural Brasileira. Escolhido entre outras iniciativas globais que priorizam a criação de modelos de negócio sustentáveis, o objetivo é investir R$ 22 milhões nos próximos três anos. O valor será empregado para promover a transição para uma agricultura de baixo carbono nos Estados do Tocantins e da Bahia. Por enquanto, o Maranhão e o Piauí, que formam a sigla Matopiba, estão fora do projeto.

PESQUISA
Suínos na universidade

Istock Dusan Petkovic

A multinacional holandesa De Heus, empresa de nutrição animal que está no Brasil há cinco anos, com sede em Rio Claro (SP), inaugurou em setembro o Centro Experimental para Pesquisas em Nutrição de Suínos, em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (PR). A ideia é encontrar soluções para o ambiente tropical na criação animal. Com investimento de R$ 250 mil, foram construídas 40 baias, suficientes para acomodar 200 animais adultos ou 400 leitões. A empresa centenária, que atua em 50 países, fatura R$ 270 milhões no Brasil.

CACHAÇA
Marcas artesanais

As melhores cachaças artesanais do Estado de São Paulo foram premiadas no concurso Cachaça com Ciência, realizado em setembro pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios. Participaram 58 rótulos, produzidos em 18 alambiques de 14 municípios, nas categorias branca descansada, envelhecida, premium e extra premium. O produtor Miguel Zoca, do sítio Primavera, em Torrinha, levou a medalha na categoria extra premium. Ele produz cinco mil litros ao ano, mas a meta é 30 mil litros.

Tecnologia
Soja na estrada

Iryna Melnyk

A americana Goodyear e a United Soybean Board (União dos Sojicultores, na tradução do inglês), entidade conhecida no país como Soy Checkoff, firmaram uma parceria e estão colocando no mercado americano pneus nos quais a soja entra como ingrediente no composto de borracha. As pesquisas, que começaram há cerca de seis anos, resultaram no Goodyear’s Assurance WeatherReady, pneus que podem atender até 77% de carros de passeio,minivans e SUVs. Os Estados Unidos possui cerca de 125 milhões de veículos em circulação, ficando atrás apenas da China.

Mercado
Nasce o Observatório da Carne

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Depois de um ano de discussões e planejamento, um projeto lançado na Expointer, em Esteio (RS), a maior feira gaúcha e uma das principais do País, encerrada no dia 3 de setembro, deu largada ao que pretende ser um extenso mapeamento da pecuária sulina, suas deficiências e seus acertos. Com o apoio do governo do Estado e de entidades do setor, está nascendo o Observatório da Carne Gaúcha. De acordo com a veterinária Andrea Veríssimo, uma das mentoras da ação, nos próximos seis meses serão levantados dados sobre o mercado, como abates, trânsito animal e ações no Exterior. O projeto nasceu com um amplo apoio, entre eles o do governador José Ivo Sartori e de seu vice, o produtor José Paulo Cairoli, além do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que esteve presente no lançamento do projeto.

Clone
O nome dela é Acácia

Acácia nasceu pesando 35 quilos, no início de setembro, e passa muito bem. Ela poderia ser confundida com qualquer bezerrinha da raça gir leiteiro, se não fosse por um detalhe: Acácia é um clone, o quinto produto das pesquisas realizadas na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Ela nasceu no Centro de Tecnologia em Raças Zebuínas Leiteiras, da unidade Cerrados, em Brasília, onde permanecerá até a vida adulta. O nascimento foi fruto de estudos em clonagem dos últimos seis anos, técnica que a Embrapa domina desde 2001, mas que vem passando por aperfeiçoamentos, como o desenvolvimento de medicamentos que melhorem a eficiência da técnica.