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Conab: safra deve crescer 3,6% em 2019/20, mesmo com queda de rentabilidade

São Paulo, 21 – A safra de grãos brasileira deve crescer 3,6% até 2020, mesmo com possível queda de rentabilidade, projeta a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no estudo Perspectivas para a Agropecuária. O estudo foi apresentado na terça-feira, durante o Seminário Conjuntura da Economia Agrícola promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília, informa nota da Conab divulgada nesta quarta.

Em sua palestra, o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Guilherme Bastos, informou que, no caso do milho, dependendo dos problemas da safra nos Estados Unidos, o Brasil pode ter recorde de exportação. O Brasil deve colher, em 2019/20, um total de 99,2 milhões de toneladas, mencionou Bastos, com avanço de 1 milhão na área plantada e produtividade média menor. “Há também expectativa de aumento de 2% na demanda interna de milho para uso na ração animal.”

Quanto à soja, o estudo mostra um crescimento de área de 1,7% até 2020, avanço menor em comparação com anos anteriores. Entretanto, a produtividade deve crescer em torno de 140 quilos por hectare e com isso se espera um aumento de 7 milhões de toneladas na produção.

Quanto ao quadro de oferta e demanda da safra 2019/20, a expectativa é de estoque final de 2,8 milhões de toneladas de soja, com consumo de 48 milhões de toneladas e exportação de 72 milhões de t. “Temos a possibilidade de enfrentar problemas no estoques de passagem, que não serão adequados para atender a uma demanda internacional muito forte”, ressaltou. “Mas o Brasil deve se consagrar como líder mundial na produção de soja, salvo algum problema climático, com produção em torno de 122,1 milhões de toneladas, ultrapassando os EUA.”

Para o arroz, está prevista uma redução de área de 19 mil hectares, o que levará a uma área plantada de 1,6 milhão de hectares, e safra prevista em 10,7 milhões de toneladas.

Na contramão dos demais produtos, o algodão poderá sofrer uma redução de 6% de área e quase 7% na produção devido ao aumento dos estoques e redução dos preços internacionais. Com isso, a previsão é de que a safra seja de 2,5 milhões de toneladas com uma área plantada de 1,5 milhão de hectares.