O Campo em números

Crédito para investir

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, em março, um financiamento de R$ 41,4 milhões para a Lar Cooperativa Agroindustrial, com sede em Medianeira (PR). O valor será investido em três unidades. Em Matelândia (PR) será modernizada uma indústria de aves. Outra reforma será feita em uma processadora de soja no município de Céu Azul, além da construção de um armazém de grãos em Ponta Porá (MS). Com negócios também em insumos e supermercados, a cooperativa de 9,9 mil associados faturou R$ 4,8 bilhões em 2016, a maior receita em seus 53 anos de história.

LATICÍNIOS
Vigor de cara nova 

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Carol Carquejeiro/Valor

O centenário grupo paulista Vigor Alimentos, especilizado na produção de derivados do leite, anunciou, em março, um investimento de R$ 20 milhões para reposicionar a sua marca no mercado varejista nacional. A empresa, que faturou R$ 6 bilhões em 2016 e pertence à holding J&F, vai mudar a sua logomarca e as embalagens dos produtos. Segundo Gilberto Xandó, presidente da Vigor, o objetivo é se consolidar como uma das maiores do setor de lácteos.

“Conhecemos o potencial do mercado e sabemos que ainda há muito espaço para crescer”, disse ele. Em relação a uma possível venda da marca, notícia que tem corrido o mercado, Xandó afirma que são apenas boatos. “A J&F tem costume de comprar empresas, não de vender.”

Cooperativa
Faturando alto

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Fabiano Cerchiari

O faturamento da cooperativa Frísia, de Carambeí (PR), em 2016, ficou 21% acima do ano anterior. Com negócios nas áreas de leite, suínos, soja, milho, trigo e feijão, a Frísia obteve uma receita de R$ 2,3 bilhões, ante R$ 1,9 bilhão em 2015. O lucro também cresceu. Passou de R$ 75,8 milhões para R$ 94 milhões. Em mensagem aos 824 cooperados, o diretor presidente João de Castro Greidanus destacou que o resultado foi obtido em um período de desafios. “O ano foi de incertezas para os investimentos e de instabilidade política”, disse. “Este cenário tem nos estimulado a buscar adaptacões nos negócios.”

Fertilizante
Lucro bilionário para os russos

Uma das maiores produtoras de potássio do mundo, a companhia russa Uralkali, com cerca de 25% do mercado global, anunciou um lucro de US$ 1,4 bilhão em 2016, valor 675% acima do ano anterior. A empresa, que tem operações no Brasil, produziu 10,8 milhões de toneladas no período. O câmbio favorável e as operações financeiras foram os principais fatores para o resultado positivo, uma vez que a receita líquida caiu 27,1% no período e chegou a US$ 2,3 bilhões.

ARMAZENAGEM
Corte em programa afeta Kepler Weber

Em processo de venda para a indústria americana de máquinas agrícolas AGCO, o fabricante gaúcho de cilos e armazéns Kepler Weber anunciou em março que teve um lucro de R$ 32,7 milhões em 2016. O valor é 64% menor do que no ano anterior, quando foi de R$ 90,8 milhões.
A receita total foi de R$ 475,3 milhões, 32,7% inferior à de 2015, que havia sido de R$ 706 milhões. Segundo a empresa, a instabilidade econômica e os cortes de verbas previstas no Programa de Construção e Ampliação de Armazenagem impactaram no resultado geral da empresa.

Produção

"Mesmo com um ano ruim na qualidade do milho, 2017 será um ano de preços que vão ajudar o produtor e isso é positivo" Alysson paolinelli, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho
“Mesmo com um ano ruim na qualidade do milho, 2017 será um ano de preços que vão ajudar o produtor e isso é positivo” Alysson paolinelli,
presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Crédito:Claudio Gatti)

CACAU
Mais produção no Pará

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Stock

O Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará vai liberar R$ 3 milhões para sete projetos de apoio ao desenvolvimento da produção de cacau no Estado. Do anúncio feito em março, o principal projeto é a construção de três pequenas indústrias de processamento de cacau nas regiões produtoras, que serão capazes de processar até 50 quilos por hora para transformar as amêndoas em massa de cacau, nibs (fragmentos da amêndoa) e em chocolate.

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Análise do Mês

O clima segue influenciando a produção agrícola deste ano na Argentina. Janeiro foi marcado pelas fortes chuvas que, além de afetar cerca de 700 mil hectares de soja, também impediu o cultivo de um milhão de hectares, devido à alta umidade do solo.

Na contramão dos altos índices pluviométricos, nos últimos três meses, devido à fraca incidência de chuvas, os canaviais do país têm apresentado baixos sinais de desenvolvimento, especialmente aqueles localizados nas províncias de Jujuy e Salta, no noroeste do país, segundo comunicou a Unión Cañeros Independientes de Jujuy y Salta.

Clima pode impactar a produção de açúcar na Argentina Guilherme Nastari, diretor da Datagro
Clima pode impactar a produção de açúcar na Argentina Guilherme Nastari, diretor da Datagro (Crédito:Luisa Santosa)

A avaliação de produtores locais é de que as condições dos canaviais estão bem heterogêneas. Visto que as áreas colhidas no início da temporada ainda foram beneficiadas pelas chuvas, entre outubro e novembro.

Contudo, a falta de chuva adequada entre os meses de dezembro e fevereiro prejudicou especialmente as lavouras de cana colhidas no último terço da temporada 2016/17. Para completar, os níveis das águas dos rios e dos reservatórios também diminuíram.Em 2016/17, a produção de açúcar na Argentina cresceu 2,5% para 2 milhões de toneladas, tel quel, contra 1,95 milhão de toneladas em 2015/16.

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