Melhores da Dinheiro Rural 2017

Crença forte na produção

A nipo-brasileira Ihara sustenta seu crescimento na oferta de crédito rural ao produtor

Crédito: Fotokostic

Defensivos: em 2016, a receita do setor foi de US$ 9,56 bilhões, 1% abaixo do ciclo anterior (Crédito: Fotokostic)

Os recursos do governo federal são a opção de dez entre dez produtores rurais para investimento e custeio das lavouras. Isso porque são linhas de crédito das mais amigáveis no mercado. Na safra 2016/2017, os juros chegaram até 9,5% ao ano, muito diferente da média de juros de mercado, de 18,4% ao ano, em operações de crédito com recursos direcionados, segundo o Banco Central. Mas foi justamente essa verba federal que minguou na safra passada. Foram R$ 137,2 bilhões em financiamentos para a agricultura empresarial, 25,2% a menos do que o governo havia programado para o ciclo, segundo o Ministério da Agricultura. Se por um lado a torneira de crédito foi fechada ao produtor, por outro, houve quem apostasse nesse cenário para uma oportunidade de negócio. A nipo-brasileira de agroquímicos e defensivos biológicos Ihara, com sede em Sorocaba (SP), foi um exemplo. A empresa robusteceu seu caixa e tem lançado mão de diferentes ferramentas financeiras para ajudar o produtor a financiar a produção. “Temos sido um grande parceiro do produtor nessa hora”, diz o administrador Julio Borges Garcia, presidente da Ihara. “Porque estamos bastante conscientes de que o Brasil vive um momento conturbado nas áreas política e financeira.”


No ano passado, a receita da Ihara, com sede em Sorocaba (SP), foi de R$ 1,17 bilhão, 1,7% superior aos ganhos de 2015. Já o capital social da companhia foi de R$ 1,1 bilhão, 16,2% acima. O resultado coloca a Ihara como a campeã no setor Agroquímicos e Fertilizantes do prêmio AS MELHORES DA DINHEIRO RURAL 2017. Isso porque foi a partir desse crescimento que a empresa garantiu a sustentabilidade financeira necessária para auxiliar o produtor, seja com a tradicional troca de insumos por parte da produção agrícola, no sistema chamado de barter, no financiamento de produtos com preços fixados em reais e até consultoria ao produtor para o acesso às linhas de crédito do governo federal. “Isso foi possível, a partir do relacionamento que a Ihara possui com alguns bancos”, afirma Garcia. “Nossa preocupação é adotar sempre a postura de ter uma perspectiva de longo prazo, no sentido de oferecer ao produtor o melhor custo para a sua lavoura.”

A Ihara, que está desde 1965 no País, possui uma fábrica em Sorocaba e seis centros experimentais de pesquisa. Eles estão conectados a sete empresas, sócias japonesas, focadas em inovações e em mecanismos de proteção contra pragas e doenças na lavoura. São elas Nipon Soda, Kumiai Chemical, Sumitomo Corporation, Mitsui Chemicals, Sumitomo Chemical, Mitsubishi Corporation e Nissan Chemical. Juntas, faturam globalmente cerca de US$ 200 bilhões por ano. “É na associação desse time, estruturado para a ciência, que a Ihara tem a sua grande força no desenvolvendo produtos”, diz Garcia. Hoje a empresa possui 75 produtos, entre herbicidas, inseticidas, fungicidas, defensivos biológicos e reguladores de crescimento. Esse arsenal é voltado para a proteção de 80 diferentes culturas, como a soja, o milho, a cana-de-açúcar, o algodão, o arroz, o café e o trigo. Estão, ainda, na esteira de lançamentos 16 novos ativos em estudo, dos quais dez em desenvolvimento e seis em avaliação. “Estamos nos tornando cada vez mais fortes no setor.”


O desenvolvimento e evolução da Ihara destoa um pouco da própria trajetória de seu próprio setor ao longo dos anos. Desde 2013, a empresa vem crescendo o faturamento a uma taxa média de 5% ao ano. Já o setor de agroquímicos, por exemplo, veio nesse mesmo período registrando uma queda anual nas vendas a uma taxa de 4,4%. No ano passado, o setor movimentou US$ 9,56 bilhões em 2016, o que significou um recuo de 1% ante o resultado de 2015, segundo o levantamento do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg). Para a diretora executiva do Sindiveg, Silvia Fagnani, o setor experimentou uma série de baixas que culminaram na queda do desempenho. “Os fatores que contribuíram para esse resultado foram a desvalorização do real, a venda de produtos ilegais, queda de preços e nível de incidência de pragas nas lavouras”, diz Fagnani. Já no setor de fertilizantes, que integra a cadeia de insumos para a agricultura, apresentou um crescimento na entrega de produtos, totalizando 34,1 milhões de toneladas, 12,9% a mais que em 2015.

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