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Artigo11/01/2022

Criptomoedas no agronegócio são alternativas financeiras para produtores rurais

A chegada dos tokens privados e da tecnologia blockchain garante a modernização de todo um sistema

(Créditos: Divulgação)
Jean Carbonera
Jean Carbonera11/01/22 - 18h41min

As criptomoedas estão se tornando o ativo com mais destaque entre investidores arrojados. O motivo principal é que prometem um alto retorno financeiro. E para o segmento do agronegócio é mais do que isso: as soluções das moedas digitais podem ser uma excelente alternativa para facilitar o acesso ao crédito no setor.
No Brasil, a legislação acerca das criptomoedas está em discussão na Câmara dos Deputados, onde o PL 2.303/15 acaba de ser aprovado na Comissão Especial, para que elas sejam regulamentadas pelo Banco Central e, com isso, tornar mais claro esse universo para a população em geral.

As moedas digitais focadas e desenvolvidas para o agronegócio já nasceram com o propósito diferente das demais: são vinculadas à produção agrícola e ao PIB do segmento, responsável por mais de ¼ do PIB brasileiro de forma direta e praticamente 50% de forma indireta. Por isso, o retorno pode ser superior ao de vários outros setores da economia.

Criptomoedas são mais seguras, pois possuem códigos únicos como as cédulas, sendo impossíveis de serem duplicadas. Além disso, permitem também o rastreio de todas as transações. Por não serem emitidas pelo governo, elas assumem um caráter de liberdade de mercado, negociação e valorização e são à prova de inflação. E como os produtores rurais podem utilizá-las? Para comprar e vender insumos, produtos e máquinas que desenvolvam seus negócios, sem juros e burocracias.

Uma forma muito utilizada pelos pequenos produtores rurais para sobreviverem num ambiente cada vez mais competitivo é o cooperativismo. Tratam-se de organizações no agronegócio que nascem da união regional de profissionais do segmento para serem facilitadoras na obtenção de materiais necessários para os negócios, sobretudo no setor de alimentos.

A chegada de tokens privados e da tecnologia blockchain no agronegócio é a garantia da modernização de todo um sistema já existente, como as próprias cooperativas. Assim, mais do que um canal tecnológico de compra, venda e financiamento para um ecossistema integrado, utilizando moedas digitais junto ao dinheiro (dólar, real, euro, entre outros), as soluções também podem melhorar toda a gestão financeira e comercial do grupo. Isso significa aperfeiçoar o planejamento da produção e o gerenciamento das finanças, por exemplo.

A maioria dessas associações estão voltadas para o desenvolvimento regional e ainda há muitos produtores rurais que podem não encontrar cooperativas adequadas ao seu modelo de negócio. Com uma interface tecnológica, que é o que propõe esse sistema de moedas digitais, também será possível conectar players de diversos cantos do país e do mundo para venderem e comprarem mercadorias e garantir a máxima produtividade.

Além de favorecer os empreendedores do campo, o lucro das operações também fomenta o desenvolvimento de tecnologias que geram melhorias no segmento. Existe o senso comum de que o meio ambiente é impactado negativamente pela ação do agronegócio. Assim, a chance de reverter essa percepção é incentivar o investimento em materiais, ferramentas e recursos renováveis e menos prejudiciais à natureza.

Não podemos esquecer que falar de produtividade agrícola é falar de um pilar muito importante: a segurança alimentar. A demanda por alimentos no Brasil e no mundo tem aumentado, e por isso precisamos de tecnologias que aumentem a capacidade de suprir essa necessidade populacional, de forma sustentável e segura.