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Culturas de milho e cana são mais prejudicadas em áreas sem irrigação

Crédito: Reprodução/Embrapa

As culturas de milho e de cana-de-açúcar são as mais prejudicadas pela falta de água em áreas de plantio sem irrigação no País, ou seja, que são dependentes exclusivamente das chuvas (Crédito: Reprodução/Embrapa)

Rio, 14 – As culturas de milho e de cana-de-açúcar são as mais prejudicadas pela falta de água em áreas de plantio sem irrigação no País, ou seja, que são dependentes exclusivamente das chuvas. Esse tipo de cultivo, conhecido como cultivo de sequeiro, registrou um déficit hídrico médio de 37% de 2013 a 2017, segundo os dados do levantamento Uso da Água na Agricultura de Sequeiro no Brasil (2013-2017), divulgado nesta terça-feira, 14, pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O déficit representa o quanto faltou de água para o pleno desenvolvimento das culturas. O consumo de água pela agricultura de sequeiro é da ordem de 8,1 mil metros cúbicos por segundo, ou 8,1 milhões de litros a cada segundo, na média dos anos analisados. As culturas de sequeiro estiveram sujeitas a um déficit hídrico médio de 30% em períodos mais críticos de desenvolvimento vegetativo e de 7% de déficit no período próximo à colheita.

Segundo o IBGE, o milho é muitas vezes plantado em regiões e períodos de maior risco climático, enquanto que a cana-de-açúcar também sofreu com o clima mais desfavorável que a média histórica no período pesquisado, embora seja bastante resistente ao déficit de água.

A produção agrícola brasileira – somados os cultivos irrigado e de sequeiro – consome cerca de 10 mil m? de água por segundo, dos quais 92,5% provêm do ciclo hidrológico local (“água verde”, das chuvas e do solo) e 7,5% como aporte adicional via irrigação (“água azul”, captada em mananciais superficiais e subterrâneos). A irrigação já responde por 66% do consumo de água na produção agrícola do País.

O levantamento avaliou dados mensais de 2013 a 2017. O trabalho tem como base dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE e do Atlas Irrigação, da ANA. O estudo teve apoio da Agência Internacional de Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit – GIZ). Os resultados são incorporados às Contas Econômicas Ambientais da Água no Brasil.

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