Geral

De olho no mercado brasileiro

Crédito: Divulgação

A startup australiana Agbitech quer avançar mais sobre o mercado de produtos biológicos no Brasil. A intenção faz parte dos planos de seu controlador, o fundo americano de capital de risco Paine Schwartz Partners (PSP). A empresa, que tinha apenas um inseticida biológico registrado no País contra a lagarta Helicoverpa armigera, desde 2013, passará a ter mais cinco novos registrados até o final de 2019. Os inseticidas são à base de baculovírus, uma classe de vírus que ataca diretamente as lagartas. A expectativa da Agbitech Brasil é de assumir até 2021 a primeira posição do mercado de bioinseticidas para o controle de lagartas. Esse segmento representa menos de 1% do montante anual de US$ 900 milhões do mercado de inseticidas do País. O setor estima que, num período de cinco a dez anos, os inseticidas biológicos terão maior participação nesse mercado, concentrando entre 15% e 20% dessa receita, perto de US$ 150 milhões.

STARTUPS
Monitoramento de inovações no campo

Istock

 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciou recentemente a formação de um comitê para mapear o ecossistema de startups de inovação para o agronegócio, também conhecidas como agtechs. A busca se dará em dez Estados do País e será articulada pelos braços regionais da entidade, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Instituto CNA. A primeira etapa do comitê será gerar um banco de dados, enumerando as agtechs e identificando o nível de maturidade de cada empresa. O segundo passo será conectar essas startups com possíveis investidores. Esse mapeamento deve começar ainda no segundo semestre deste ano e será realizado com base em um modelo finlandês de criação de negócios e desenvolvimento de ecossistemas de inovação.

PROTÓTIPO
Veículo autônomo chega ao campo em 2020

O primeiro veículo elétrico autônomo do País pode chegar primeiro no campo. O protótipo já está em fase de testes e o modelo final deve chegar ao mercado até o final de 2020. A novidade foi desenvolvida pelo grupo nipobrasileiro fabricante de máquinas e implementos agrícolas Jacto, com sede em Pompéia (SP), e a startup Synkar, de Ribeirão Preto (SP), especializada em inteligência artificial. Batizado de “Auto-AI”, o veículo terá como aplicação a movimentação de cargas como peças de máquinas agrícolas, fertilizantes, sementes e demais insumos em estoque nas fazendas ou agroindústrias. Inteligente, o Auto-AI decidirá qual a forma mais rápida para as tarefas de transporte. O equipamento comunicar com outras máquinas e saber, por exemplo, quando uma carga chegou, para ir buscá-la.