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As Melhores da Dinheiro Rural 202111/01/2022

Doces recordes à vista

Com Ebitda de 68% em 2020, investimentos em produtividade
e controle de gastos, a expectativa da Usina é
de resultados
recordes

(Créditos: Divulgação)
Lana Pinheiro
Texto por:Lana Pinheiro11/01/22 - 20h18min - Atualizado em 11/01/22 - 21h01min

As Melhores da Dinheiro Rural - 2021
USINAS

Pedro Dinucci
Empresa: Usina São Manoel
Cargo: Presidente do Conselho de administração

O mercado de cana-de-açúcar deve amargar queda de produção na safra 2021/2022. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que prevê retração de 9,5% para 592 milhões de toneladas. Os efeitos da estiagem que castigou o Sul e o Sudeste do País são apontados como o principal motivo. Para enfrentar chuva ou sol inevitáveis para quem trabalha a céu aberto, a Usina São Manoel, localizada no interior de São Paulo, tem enfrentado os obstáculos que aparecem com uma receita que reúne sólida governança corporativa, inovação e maior ambição de compromissos sustentáveis para crescer e gerar lucros. Essa foi a equação que levou a empresa ao título de campeã em usinas da MELHORES DA DINHEIRO 2021.

No balanço da companhia, números comprovam que o caminho está dando certo. No ano passado, a receita da Usina subiu 30,9% para R$ 670,3 milhões, registrou Ebitda de 68% (R$ 450 milhões) e fechou o ano com R$ 113 milhões de caixa livre. Para o atual exercício, a expectativa é alcançar receita de R$ 870 milhões, margem Ebitda de R$ 590 milhões e caixa livre de R$ 156 milhões. “Em 2020 tivemos um recorde absoluto impulsionado pela melhora que obtivemos em produtividade e custos. Neste ano esperamos ter um resultado ainda melhor”, afirmou Pedro Dinucci, presidente do Conselho da Usina.

O controle dos gastos veio pela eficiência operacional graças a inovações implementadas. No ano passado, a Usina passou a usar uma solução meteorológica que permitiu à empresa avaliar, de maneira barata, vários pontos do canavial sob aspecto climático. Isso possibilitou ao time entrar mais cedo em campo para trabalhar e ajustar a operação. Na moenda foi adotada uma tecnologia que facilita uma leitura em tempo real do que está acontecendo, o que também permite fazer ajustes mais precisos e com mais agilidade. Se antes esses ajustes eram feitos a cada hora, hoje podem ser feitos minuto a minuto.

Na avaliação de Dinucci, ancorado por diversos especialistas, o setor agrícola está mudando rapidamente e é preciso buscar diferenciais competitivos para aumentar a receita. “Para nós isso está intimamente ligado à tecnologia”, afirmou. O caminho escolhido pela São Manoel foi abrir a porteira. Em vez de dedicar tempo e recursos para a criação de uma estrutura dedicada a desenvolver tecnologias disruptivas — o que foge ao core da empresa — eles preferiram abrir uma corporate venture capital batizada São Manuel Labs que tem a missão de encontrar e investir em startups que tragam impacto positivo aos negócios.

Em paralelo à inovação, a empresa fortalece seu alinhamento com as boas práticas ESG (social, ambiental e de governança). O projeto Ciclo do Mel, por exemplo, alia os dois primeiros pilares: ao trazer os apicultores para instalarem colmeias nos arredores da plantação, a empresa comprova o uso responsável do agroquímicos — uma vez que os insetos são extremamente sensíveis a sua presença — assim como contribui para a renda dos produtores e ajuda uma casa de transição de crianças vulneráveis com doações do produto. Ainda na parte ambiental, grande destaque para a captação de R$ 100 milhões em sua primeira emissão de Certificado de Recebível do Agronegócio (CRA) já na modalidade Verde. O processo foi auditado pela Sitawi Finanças do Bem, conduzido pelo BTG Pactual e contou com a Virgo Companhia como securitizadora.

Já o terceiro pilar é trabalhado pelo conselho e diretoria da São Manoel como uma ferramenta estratégica para manter a empresa nos trilhos. “Governança é a habilidade de se pautar por processos, isso é um grande treino para quem quer ser competitivo, sobretudo, em um mercado de commodities”, afirmou Dinucci. Além disso, confere também credibilidade ao trabalho realizado uma vez que, ao se submeter a processos de certificações, a companhia é auditada por terceiros. A lista de selos conquistados é extensa e cobre os setores mais estratégicos do negócio: o Bonsucro e GMP+B2 (produção); FSSC 22000 (segurança de alimentos); GHG Protocol (inventário de emissões de gases de efeito estufa); Renovabio e Etanol Mais Verde (compromisso com a economia de baixo carbono) e Empresa Amiga da Criança (responsabilidade social).