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Dólar amplia alta com temores sobre setor fiscal, teto de gasto e eleição nos EUA

O dólar segue descolado da queda predominante no exterior e registrou nova máxima em R$ 5,6495 (+0,61%) no mercado à vista há pouco. O diretor José Raymundo Faria Júnior, da Wagner Investimentos, afirma que a moeda americana eventualmente pode bater a faixa de R$ 5,70 em meio a incertezas sobre o desfecho da eleição norte-americana daqui a uma semana, aumento dos casos da covid-19, sobretudo na Europa, e indefinição sobre estímulos nos Estados Unidos e a questão fiscal no Brasil.

“Por mais que o real já sofra desvalorização relativa frente a algumas moedas emergentes (como México e África do Sul), não há garantia de que o prêmio não possa abrir ainda mais”, avalia ele.

Na quarta-feira, afirma, o mercado acompanhará o Comitê de Política Monetária (Copom), que tudo indica deverá alterar o seu comunicado diante do quadro fiscal e a aceleração da inflação.

“A situação fiscal, de fato, somente deverá ser resolvida entre dezembro e janeiro de 2021. O atraso nas votações eleva o temor de que o teto de gastos poderá não ser respeitado”, comenta Faria Júnior.

Às 11h09, o dólar à vista subia 0,53%, a R$ 5,6446. O dólar para novembro avançava 0,33%, a R$ 5,6450, após tocar em máxima a R$ 5,650 (+0,42%).

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