Melhores da Dinheiro Rural 2017

Engorda na base da genética

Para aperfeiçoar a gestão de seus confinamentos, a MGF Agropecuária tem apostado em gado de qualidade

Crédito: Marco Ankosqui

BOI BOM:no projeto do empresário Marcos Molina, dono da MGF, a engorda intensiva aumentou 10% nesta safra, ante 2016 (Crédito: Marco Ankosqui)

Confinamento

Todo produtor que engorda gado quer chegar ao “Boi Europa”, modelo de animal que atende a Cota Hilton nesse continente, e que tem a sua arroba mais valorizada no Brasil. O bônus pago pelos frigoríficos exportadores de carne bovina pode variar de R$ 1 a R$ 2, por arroba. Mas a oferta desse gado é restrita porque ainda falta tecnologia na criação de bezerro e foco na produção de gado de qualidade, embora não falte produtores que persigam essa meta todos os dias. Como é o caso da MGF Agropecuária, empresa de confinamento de gado de Marcos Molina, que também é o maior acionista e presidente do conselho de administração da Marfrig Global Foods. “Tenho convicção de que a nossa pecuária tem capacidade de produzir carne tão boa quanto a do Uruguai e da Argentina”, diz Molina.

À frente do projeto da MGF está o administrador e economista rural, o inglês Ian Hill, CEO da companhia, que vem apostando em uma gestão mais fina do negócio. Em unidades de engorda nos municípios de Mineiros (GO), e Campo Novo do Parecis (MT), Hill coordenou o confinamento de 94 mil animais nesta safra, volume 10% acima do ciclo anterior. Pelo trabalho desenvolvido, a MFG Agropecuária foi a campeã na categoria Confinamento do prêmio AS MELHORES DA DINHEIRO RURAL 2017. Para Hill, o desafio nesse sistema é ter bezerros selecionados geneticamente para a produção de carne. Isso pode evitar que um animal permaneça até um ano a mais no pasto, antes de ser confinado. “A pecuária ainda absorve muito prejuízo”, afirma ele. “Há muita heterogeneidade genética e isso fica claro no confinamento.” Nas unidades da MGF, avaliadas em R$ 95 milhões, são confinados nelore e também cruzados, como de angus.


De acordo com Renato José Plachi, COO da empresa, a equipe tem intensificado a procura por animais de qualidade. “Nesta safra, fechamos a meta de confinados e dobramos os fornecedores de bezerros”, afirma ele. Hoje, 120 criadores vendem gado para a empresa. Isso porque a MFG consegue comprar da Agropecuária Jacarezinho, que também pertence à Molina, metade de sua demanda por nelore. Plachi também diz que outra ferramenta usada com rigor foi o travamento do preço do bezerro no mercado futuro. “Evitamos surpresas”, diz ele. Não por acaso, para 2018, Hill e Plachi acreditam que a oferta de gado de boa qualidade deve aumentar. “Queremos comprar genética de programas que garantam resultado rápido”, diz Plachi. “Estudamos até um preço acima do mercado para atrair bezerros que são filhos de touros superiores”, afirma Hill. Para o executivo, o cenário de 2018 continuará desafiador, mas isso não reduzirá o confinamento como estratégia de negócio.

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