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EUA: Traders e produtores de carne e grãos temem perdas com furacão Florence

Nova York, 11 – O furacão Florence preocupa traders e produtores pela possibilidade de interrupção no abate de gado e de prejuízos a lavouras de grãos à medida que a tempestade se aproxima da costa sudeste dos Estados Unidos.

A preparação para o furacão de categoria 4 levou a evacuações generalizadas em algumas áreas. Analistas disseram que a tempestade pode causar atrasos no abate em um período em que o número de cabeças abatidas por semana está aumentando.

“Minha maior preocupação é que a indústria não se prepare em termos de suprimento de suínos”, disse Dennis Smith, corretor de commodities da Archer Financial Services. A Archer pondera que o furacão Florence “ameaça fechar cerca de 10% da capacidade de processamento de carne suína” do país, enquanto a processadora de carnes Smithfield Foods, na Carolina do Norte, disse que colocou em vigor o plano de preparação para furacões.

A tempestade deve causar um golpe devastador na região, com ventos de tempestades tropicais esperados para o início da quinta-feira. O furacão pode causar chuvas fortes e longos períodos de falta de energia.

Os furacões também costumam prejudicar o consumo de carne, disse Don Roose, presidente da U.S. Commodities. A demanda por carne, especialmente bovina, cai à medida que as pessoas tendem a evitar restaurantes e estocar produtos não perecíveis, disse Roose.

Embora a região a ser atingida não represente uma parcela significativa da oferta de grãos do país para movimentar os preços futuros, o furacão Florence poderia prejudicar produtores individuais de grãos perto das Carolinas do Norte e Sul.

Enquanto os criadores de gado estão levando os rebanhos a terrenos mais altos e garantindo que eles tenham suprimentos duradouros de ração, o chefe de estratégia da Allendale, Rich Nelson, destacou que os produtores de grãos pouco podem fazer para proteger seus campos. Mesmo grãos armazenados em armazéns podem acabar submersos, dependendo da gravidade da tempestade.

“Tudo o que (os produtores de grãos) podem fazer é movimentar máquinas para galpões trancados e esperar pelo melhor”, disse Nelson. Fonte: Dow Jones Newswires