Porteira Aberta

Fincando raiz na Argentina

A brasileira Jacto, de Pompeia no interior de São Paulo, inaugurou, no mês passado, a sua segunda unidade industrial fora do País, na cidade de Arrecifes, na Argentina. A primeira foi na Tailândia, no sudeste asiático, em 2008. No local, serão produzidos equipamentos para atender os produtores de maçãs, peras, laranjas, tangerinas e limões, principalmente. Em 1963, a primeira exportação da empresa foi um lote de pulverizadores costais, exatamente para o mercado argentino. A Jacto completa 100 anos de fundação em 2018 e, no ano passado, faturou R$ 1,2 bilhão, 15% acima de 2016. Seus produtos estão em cerca de 100 países.

Sou de algodão
Novas adesões em prol da fibra

O movimento Sou de Algodão, que busca incentivar o consumo da fibra natural, fechou cinco novas parcerias neste ano. Entre as empresas que aderiram à causa estão a mineira Cataguases, a catarinense Incofios, Marina Abdalla Atelier, de Ribeirão Preto (SP), a artesã goiana Juliana Carrijo, além da ONG Orientavida, de Potim (SP). A iniciativa foi criada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, em outubro de 2016, durante a São Paulo Fashion Week. Também fazem parte do grupo, que conta com 16 signatárias, as cooperativas Bordana e Inbordal e as empresas Mon Petit Homewear, Toalhas Appel, Estyllus Denim Design, Cor Com Amor, Martha Medeiros, Love Secret Lingerie, Norfil, Highstil e Lojas Renner.

Nelore
Sangue novo na ACNB

O médico cardiologista Nabih Amin El Aouar é o novo presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil para a gestão 2018/2020. Aouar, que é pecuarista há 32 anos, pretende apoiar o ranking nacional, incentivar os julgamentos a campo e fortalecer o Circuito Boi Verde. Raça indiana, fruto do cruzamento do ongole com mais de 14 raças diferentes, o nelore chegou em Salvador (BA) em 1868. Aqui, encontrou terreno fértil e hoje o rebanho com sangue nelore é estimado em 122,9 milhões de animais, o equivalente a 80% de todo gado de corte nacional, que é de 153,6 milhões de cabeças.

Citros
O nó do suco de laranja

Divulgação

Em 30 de junho deste ano, o estoque de suco de laranja do Brasil deverá ser de 254, 2 mil toneladas, segundo a Citrus BR, que reúne as gigantes globais Cutrale, Citrosuco e Louis Dreyfus. Esse volume é 137% superior às 107,4 mil toneladas armazenadas nas indústrias na mesma data do ano anterior, mas ainda será um dos menores da série histórica. Será suficiente para abastecer o mercado por 12 semanas. O rendimento industrial na safra 2017/2018 também está em baixa. Para fazer uma tonelada de suco de laranja congelado, serão necessárias 282,59 caixas. Esse número representa o pior desempenho das últimas cinco safras, que registrou a média de 279,2 caixas no processamento.

Youtube
Fome de carne de cordeiro

Divulgação

É audacioso o plano do produtor paulista de ovinos Guto Quirós, CEO da Quirós Gourmet e da Cabanha Oviedo, em Morungaba (SP). Ele quer influenciar o crescimento da demanda por carne de cordeiro por todo o Brasil. Este ano, ele lança uma série de vídeos pela plataforma YouTube, apresentando a carne aos internautas, além de mostrar que os cortes caem bem em qualquer momento, inclusive no churrasco. Oito episódios já estão no ar. É o projeto Descobrindo a carne de cordeiro. “Em comparação com a carne bovina, a de ovinos ainda possui um consumo muito baixo”, diz Quirós. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, o consumo de carne bovina é de 32,5 quilos por pessoa por ano, já a carne ovina, estima-se que é de cerca de 1,5 quilo por pessoa por ano.

Ração animal
Produção avança

As indústrias de todo o mundo produziram um bilhão de toneladas de rações em 2017, crescimento de 2,6% comparado ao ano anterior, graças ao maior consumo de carne, leite e ovos. As informações foram divulgadas na 7ª Alltech Global Feed Survey, com base em dados de 144 países e 30 mil fábricas. Segundo a pesquisa da americana Alltech, empresa global de nutrição de plantas, animais e pessoas, a receita aumentou 2,4% e foi de U$ 430 bilhões. A China é a campeã, com 186,9 milhões de toneladas, seguida dos Estados Unidos, com 173 milhões de toneladas, e do Brasil, com 69,9 milhões de toneladas.

Aviação agrícola
Dois mil aviões pelo ares do País

Divulgação

Com a segunda maior frota aeroagrícola mundial, atrás dos Estados Unidos, com 3,6 mil aeronaves, o Brasil possui exatos 2.115 aviões, ante 2.083 em 2017, aumento de 1,5%. Os números são do levantamento divulgado em fevereiro pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola, da Agência Nacional de Aviação Civil. Mato Grosso é campeão em número de aeronaves, seguido por Rio Grande do Sul e São Paulo. Entre os fabricantes, a brasileira Embraer responde por 59,4% da frota, no total de 1.256 aviões, com o modelo Ipanema, o pioneiro, há 45 anos no mercado. O restante é de aeronaves estrangeiras, destaque para a americana Air Tractor, maior fabricante mundial, com 14,3% do mercado brasileiro.

Ovo orgânico
Caipira certificado

A fazenda da Toca, em Itirapina (SP), é a primeira empresa brasileira a produzir ovo caipira orgânico certificado, reconhecido pelo instituto Certified Humane Brasil com o selo de bem-estar animal. Na propriedade do ex-piloto de Fórmula 1, Pedro Paulo Diniz, filho do empresário Abilio Diniz, as galinhas poedeiras são criadas com práticas mais humanas e responsáveis. As aves são livres de gaiolas e têm acesso às áreas externas. Os ovos são comercializados em 500 pontos de venda, com a marca da fazenda e com marcas próprias de redes de supermercados como Pão de Açúcar, Walmart e Mantiqueira.

“A meta é crescer 10% em 2018”

Luis Adriano Teixeira, diretor-presidente da CRV Brasil (Crédito:João Castellano )

Braço da cooperativa holandesa CRV, formada por 28 mil fazendeiros europeus, as subsidiárias brasileiras CRV Lagoa, em Sertãozinho (SP), para a venda de sêmen, e a Central Bela Vista, em Botucatu (SP), para a prestação de serviços, estão sob nova direção. Em março, o médico veterinário Luis Adriano Teixeira, que já passou pela inglesa CFM e a Agropecuária Jacarezinho, de Marcos Molina, assumiu os negócios no País. Pela primeira vez, um brasileiro ocupa esse cargo.

Quais as prioridades da CRV?
O Brasil é um mercado prioritário para a CRV. Por isso, estamos desenhando um novo plano de negócios de três anos, que começa em setembro e vai até agosto de 2021. Esse é o trabalho.

Quais as expectativas?
Com a retomada da economia, que deve se refletir na pecuária de corte e de leite, a meta é crescer cerca de 10% em 2018. No ano passado, a CRV Lagoa e a Central Bela Vista produziram 4,5 milhões de doses de sêmen. Já, globalmente, o grupo CRV produziu 11 milhões de doses.

Há novos planos para a empresa?
Vamos manter os projetos em andamento. O mais importante é consolidar a mudança da produção de sêmen, que acontecia em Sertãozinho, para a Central Bela Vista, inaugurada no fim do ano passado.

E há mais investimentos, depois dos R$ 20 milhões gastos com a nova estrutura?
As obras continuam em Botucatu, agora com o novo Centro de Performance para touros. Ele é o maior do Brasil, com espaço para alojar até 850 animais e está custando R$ 1,5 milhão.

Febre aftosa
Sinal verde da OIE

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) acolheu o pedido brasileiro e vai reconhecer o País como zona livre de febre aftosa com vacinação. A informação foi divulgada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em fevereiro, em suas redes sociais. Em maio do próximo ano, começam a valer as novas regras sobre a vacinação do rebanho brasileiro contra aftosa. A partir desta data, os bois e os búfalos receberão a dosagem de 2 mililitros, estabelecida pelo governo.

Tecnologia
Vida longa para o pequi

O pequi, fruto típico do cerrado brasileiro, de sabor forte e cheiro característico, apreciado em pratos tradicionais como a galinhada com pequi e o arroz com pequi, está trazendo nova perspectiva de negócios para os produtores familiares mineiros. No município de Jequitaí, na região de Montes Claros, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais está ensinando aos agricultores as técnicas de beneficiamento. O período de colheita vai de dezembro a março e a proposta é ampliar a janela de comercialização, com a venda do produto beneficiado na entressafra, a preços mais atraentes. As técnicas de conservação por congelamento e por salmoura permitem a produção do pequi e da polpa congelada e também da conserva do fruto, o que aumenta a sua durabilidade em um ano. Além da região, a iguaria é vendida em outros Estados, como Goiás e São Paulo.

Coco verde
Fresco e natural, para os europeus

Divulgação

Cerca de 500 mil unidades do coco anão-verde brasileiro, produzidos no Polo de Fruticultura do Vale do São Francisco, em Petrolina (PE), serão exportadas para a Europa. Graças a uma película biodegradável comestível, desenvolvida pela Embrapa Agroindústria de Alimentos, de Guaratiba (RJ), a partir de junho, quem estiver em países como Portugal, Bélgica e Holanda poderá consumir água de coco, como no Brasil. A tecnologia pode prolongar em até quatro vezes a vida do produto, de dez para 40 dias, mantendo as características nutricionais da fruta natural e a água no seu interior sem alterar a cor ou sabor. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, o Brasil é o quarto maior produtor mundial de coco, com 2,7 milhões de unidades, um ranking liderado pela Indonésia com 17,7 milhões, Filipinas com 14,6 milhões e Índia com 11,1 milhões.