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Economia19/04/2022

Frutos econômicos que ferem e alimentam o campo

Lana Pinheiro
Texto por:Lana Pinheiro19/04/22 - 18h29min

INFLAÇÃO

No dia 24 de fevereiro, o mundo parou atônito diante da invasão militar da Ucrânia pela Rússia. A paralisia durou segundos. Não dava para ser mais do que isso. Era preciso agir. Um sinal veio do preço do trigo que fechou aquele mesmo dia no maior valor dos últimos doze anos, US$ 9,34 o bushel. Quase imediatamente, a esperança de que o mundo e o Brasil fossem começar a viver um período de preços mais estáveis com uma gradual recuperação econômica, após dois anos da pandemia da Covid-19, caiu por terra. O agronegócio global, já certo de que sofreria com impactos diretos e indiretos do conflito, precisou sair do estado de choque rapidamente para começar a traçar planos alternativos que garantissem a produção de alimentos mesmo caso o conflito se estenda. Para lidar com essa crise, a melhor ferramenta que o produtor terá é uma gestão apurada em que um olho estará nos índices econômicos e o outro na lavoura.

“O produtor está com uma receita estacionada e com custos financeiros, operacionais e de produção em alta”

Diante do novo cenário, as projeções macroeconômicas anunciadas no fim do ano passado para este ano estão na berlinda. O Itaú Unibanco já revisou a expectativa de crescimento do PIB Agro de 4% para 1,5%. “Tivemos uma piora no cenário nos últimos dois meses, o que provocou a revisão”, afirmou o economista da instituição, Luka Barbosa. Já a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima alta entre 3% e 5%, na relação com 2020. Na conta, além dos impactos da guerra, está refletida a redução das estimativas de produção de soja e milho, culturas fortemente impactadas pela falta de chuvas no Sul do País.

Mas o PIB do setor é somente um reflexo de um cenário econômico mais complexo que está afetando diretamente o campo. O CEO da TerraMagna, Bernardo Fabiani, sintetiza o momento. “O produtor está com uma receita estacionada e com custos financeiros, operacionais e de produção em alta”, afirmou o executivo.

CUSTOS

Dentro da linha da receita, o comportamento do câmbio com a valorização do real nos últimos meses provocou o que Fabiani chamou de um “descasamento” com efeitos negativos para o campo: os insumos foram comprados com o dólar em alta, e a produção será vendida com a moeda americana em baixa. “O resultado será uma margem menor.” No período de um ano, o dólar passou de R$ 5,64 para R$ 5,15, considerando 1º de março de 2021 e a mesma data do ano corrente. Variação de 8,7%. O viés de baixa agora não é mais certo e a estimativa da CNA, que em sua primeira projeção para 2022 previa um câmbio de R$ 5,55, acaba de revê-lo para R$ 5,62 no fim do período.

INFLAÇÃO Ao contrário da alta instabilidade cambial, a taxa básica de juro teve crescimento consistente. Na reunião de 17 de março de 2021, após nove meses de Selic estabilizada em 2%, o Banco Central (Bacen) iniciou movimento de elevação. A primeira alta não foi nada tímida com 75 pontos percentuais, para 2,75%. A agressividade se manteve e em março deste ano o juro ultrapassou a casa de dois dígitos pela primeira vez desde 2014 chegando a 10,75% com viés de alta. Se a tentativa era frear a inflação, o remédio nãosurtiu o efeitodesejado e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou dos 4,56% em janeiro de 2021 para os atuais 10,38%. Tudo isso se reflete ao produtor rural como aumento de custos.

É esse o ponto que o consultor de Agro do Itaú BBA, Cesar de Castro Alves, aponta como crítico para que empresários do campo consigam sair dessa crise com o menor dano possível. “Ninguém sabe direito o que acontecerá nas próximas semanas, mas os preços, sobretudo de fertilizantes, estão muito instáveis. É preciso acompanhamento rigoroso”, afirmou. Só na primeira semana de conflito, além da alta do trigo, o preço do cloreto de potássio subiu 185%; da uréia, 138%; e do fosfato monoamônico, 103%, segundo a CNA.

A encrenca agora é como amortizar esse impacto, diante de um mercado doméstico já no limite do preço dos alimentos. “Hoje no Brasil, não temos um ambiente que permita repassar custos”, afirmou Castro. Como fazer, então? A resposta não é fácil, mas é de conhecimento geral: mergulhar nas despesas, cortar o supérfluo e acompanhar o desenrolar do cenário internacional planejando e replanejando a atividade dentro da porteira.

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