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As Melhores da Dinheiro Rural 202111/01/2022

Gestão industrial no campo

Valor Bruto
da Produção Agropecuária (VBP) deste ano atingiu
R$ 1,1 trilhão, crescimento
de 10% em relação ao ano anterior

(Créditos: Divulgação)
Lana Pinheiro
Texto por:Lana Pinheiro11/01/22 - 20h24min - Atualizado em 11/01/22 - 20h26min

As Melhores da Dinheiro Rural - 2021
AGRONEGÓCIOS

Aurélio Pavinato
Empresa: SLC AGRÍCOLA
Cargo: CEO

Nos últimos 18 meses, a agropecuária brasileira sofreu com o receio dos impactos da Covid-19, secas, instabilidade cambial e aumento da inflação — de acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) acumula expressiva alta de 31,32% só neste ano. A despeito dos desafios, o setor mostra-se mais forte do que nunca. Projeções do Ministério da Agricultura indicam que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deste ano, estimado com base nas informações de setembro, atingiu R$ 1,1 trilhão, 10% a mais do que no ano anterior.

Neste campo de dados que ora parecem desanimadores, ora um mar de oportunidades, a SLC Agrícola, vencedora da cetegoria agronegócio do anuário MELHORES DA DINHEIRO 2021, mostra o nível de maturidade em que está. Com a finalização da compra da Terra Santa — transação de R$ 753 milhões concluída em agosto deste ano — e do arrendamento de 39 mil hectares da Agrícola Xingu, a empresa tornou-se o maior grupo do agrícola do Brasilem hectares administrados. São cerca de 660 mil hectares plantados na safra 2021/2022 (na anterior foram 470 mil ha) distribuídos em 22 unidades onde são cultivados principalmente soja, algodão e milho. Em uma linha de negócio mais recente, o grupo ingressou tambémna pecuária adotando o modelo de agricultura sustentável no qual integra lavoura-pasto-floresta (ILPF). Mas Aurélio Pavinato, CEO do grupo, não se prende a tamanho. A preocupação é outra. “[Com a expansão] nosso grande desafio é não deixar a eficiência cair.”

Eficiência parece ser um mantra dentro da SLC. Se não for mantra, com certeza é meta. E ela parte de uma só premissa, mas se desdobra em duas frentes. A premissa: distanciar os resultados da SLC o máximo possível dos números apresentados por seus concorrentes. As frentes: em produtividade e em custo. Isso significa que em toda reunião de resultados, Aurélio Pavinato tem que ir à frente dos acionistas e apresentar um gráfico que mostra qual a produtividade da SLC e qual a média do mercado. Quanto mais alto a SLC estiver em relação à média, melhor para o time. Em seguida, outro gráfico com a mesma comparação, mas sob a ótica do custo de produção. E, claro, a lógica se inverte. Aqui, quanto mais para baixo a empresa estiver em relação à média, melhor.

Ainda não houve tempo para mensurar os resultados com a incorporação das terras adquiridas, mas Pavinato não trabalha com outra alternativa que não seja melhorar os números. “Os níveis de produtividade que obtivemos em relação à média, nos gera uma diferenciação competitiva muito importante”, afirmou o CEO.

Em soja, recorde no ano passado, a SLC Agrícola colheu 65 sacas por hectare. O volume representa 16% a mais do que a média nacional de 56 sacas/ha. Este ano os resultados estão ainda melhores com 66 sacas/ha. Em algodão, a companhia registrou de 122 a 123 arrobas de plumas por hectare, superando a média nacional em algo entre 2% e 3%. E mesmo com a quebra da 2ª safra de milho, provocada pela rigorosa estiagem que castigou as plantações de regiões produtoras como Mato Grosso do Sul e Paraná, a empresa registrou uma produtividade 40% maior do que a média de seus concorrentes registrou.

Em custos, o desempenho é similar. Na safra 2020/2021, para produzir um hectare de soja, o grupo gastou R$ 3.469. No milho 2ª safra foram R$ 2.936; no algodão 1ª safra, R$ 10.535 e na 2ª safra R$ 10.205. De acordo com dados da Conab, considerando, média de Mato Grosso do Sul, o custo da soja foi de R$ 3.836; milho safrinha R$ 3.107,56 e algodão R$ 11.786. Com os custos sob rigorosa gestão, a empresa encerrou 2020 com receita líquida de R$ 3,1 bilhões, alta de 22,1% em relação a 2019, lucro líquido 62,2% maior (R$ 510,9 milhões), e Ebitda de R$ 960,2 milhões, 20,7% a mais do que um ano antes.

Pavinato faz questão de lembrar, no entanto, que processos e números só são consistentes quando se tem um time multidisciplinar engajado com o mesmo objetivo. “O nosso melhor resultado é o indicador de pessoas que registrou o mais alto desempenho de clima interno de nossa história”, afirmou o executivo.