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O Campo Digital11/01/2022

Grubmarket vale US$1 bilhão

André Sollitto
André Sollitto11/01/22 - 18h53min

O ainda seleto clube de unicórnios do mundo agtech acaba de ganhar um novo membro. É a startup americana Grubmarket, que desenvolveu uma plataforma para conectar produtores e clientes. A solução atua em toda a cadeia e contempla distribuidores, restaurantes, mercados e até consumidores finais, e conta com softwares de gestão para os agricultores. Foi o suficiente para atrair a atenção da BlackRock, a maior gestora do planeta, que liderou uma rodada de investimentos de US$ 125 milhões. Com isso, a agtech agora vale mais de US$ 1 bilhão. Com os novos recursos, a empresa deve acelerar sua estratégia de aquisição de outras startups.

Pesquisa
Mulheres agtech

Quem acompanha o ecossistema de inovação do agro já deve ter percebido que a presença feminina é muito relevante. Mas o AgTech Garage, hub de inovação do chamado AgTech Valley, em Piracicaba, decidiu ir além e fazer um mapeamento dessa participação. E o resultado é a pesquisa O Perfil das #MulheresQueInovamOAgro, que apresenta muitas informações relevantes. O levantamento mostra uma concentração de mulheres na região Sudeste (64%), e a maioria (76,8%) se identifica como branca. Há também um sentimento amplo (76,2%) de acolhimento no ecossistema. Nem todas as descobertas, no entanto, são positivas. Afinal, 78,5% das entrevistadas já sentiu algum tipo de preconceito. E apenas 4,4% ocupam o cargo de CEO. “Um dado que chamou a nossa atenção é que 52% das CEOs e gestoras em empresas afirmam que ainda não têm filhos”, disse Dalana de Matos, líder da área de Learning & Experience do AgTech Garage e uma das idealizadoras da pesquisa. “Sabemos do desafio da dupla jornada das mulheres em todos os setores da economia, e no agronegócio identificamos que a maioria das líderes ainda vai entrar na fase de conciliar essas tarefas ou escolheu não ter filhos”. Com os dados, também é possível pensar em iniciativas mais assertivas para derrubar as barreiras e tornar o ambiente mais acolhedor e diverso. “Como em outros setores, vivemos hoje um processo de evolução em que ainda há muito a ser feito, porém a direção está dada, e é a da pluralidade”, afirmou Dalana.

Aporte
Rodada recorde

Ao receber um cheque de US$ 17 milhões, a agfintech Traive, nascida nos EUA, mas com operação no Brasil desde 2018, protagonizou a maior captação de uma startup do agro no País. A rodada foi co-liderada pela SP Ventures e Astella, e contou com a participação de Minerva VC, Syngenta Group Ventures e Serasa Experian VC, entre outras. A empresa conecta produtores e investidores a partir da análise de risco da operação e comercializando os recebíveis agrícolas de forma digital. O investimento vai ajudar a startup a expandir sua base de clientes e desenvolver novos produtos para o setor.

Alimentação
Marmitas plant-based

Em meio à febre das foodtechs que oferecem alimentos à base de vegetais, a Urban Farmcy decidiu seguir um caminho diferente. Além de desenvolver proteínas alternativas, optou por também criar receitas com legumes e verduras de verdade. Depois de fazer sucesso com um restaurante em Porto Alegre, migrou para o ambiente digital e inaugurou sua loja on-line. A tecnologia entra no modo como as refeições são congeladas por meio de um processo que não danifica a estrutura dos alimentos, mantendo o sabor e a textura. A meta do empreendedor Tobias Chanan é fechar o ano com um portfólio de 80 produtos, incluindo sobremesas e bebidas.

Digitalização
Cursos na palma da mão

Em parceria com a Faesp/Senar e com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o Sebrae-SP lançou novos cursos profissionalizantes com foco nos produtores rurais. Além de gratuitos, são feitos via WhatsApp, com o conteúdo distribuído como uma conversa. Os participantes recebem ainda vídeos, imagens e e-books e têm 15 dias para concluir o curso antes de receber um certificado. Os temas incluem Cooperativismo, Formalização da Propriedade Rural e Gestão da Fazenda. No total, o Sebrae já tem um portfólio com 26 cursos nesse formato.

Sustentabilidade
Selo verde

A startup Grão Direto, responsável pela maior plataforma de comercialização de grãos da América Latina, fez uma parceria com a Bayer para criar o Selo de Práticas Mais Sustentáveis. O sistema funciona assim: os produtores preenchem um questionário e recebem uma pontuação de acordo com a adoção de boas práticas. Dados de fontes como órgãos governamentais e empresas de monitoramento e compliance ajudam a comprovar que não há nenhum passivo. Quem tiver uma pontuação alta recebe o selo, que identifica sua preocupação ambiental. E quem tiver uma pontuação baixa é incentivado a adotar novas práticas.

Drones
Aplicação aérea

Menos de um ano após comprar a Geocom, pioneira em geoprocessamento de imagens e aplicação de agentes biológicos via drones no Brasil, a multinacional holandesa Koppert anunciou a criação de sua nova marca global de VANTs, Natutec. A estratégia é unir as operações e oferecer uma solução completa capaz de aumentar a eficiência na aplicação dos produtos. Os objetivos da empresa são ambiciosos: a expectativa é atender 1,6 milhão de hectares espalhados por seis estados ainda em 2021.