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HSBC demonstra preocupação com JBS em relação ao desmatamento

Crédito: Guilherme Alves

Lote de machos nelore no curral de espera para abate na unidade da JBS, em Naviraí (MS) (Crédito: Guilherme Alves)

A JBS está na mira dos investidores devido a uma crescente preocupação em torno dos desmatamentos na Amazônia e o envolvimento da companhia na questão. Agora, analistas do HSBC incluíram a maior empresa de carnes do mundo na lista vermelha das recomendações.

Segundo o jornal The Guardian esses analistas estão afirmando que a JBS “não tem visão, plano de ação, cronograma, tecnologia ou solução” para acompanhar se as cabeças de gado da empresa foram criadas em fazendas envolvidas na destruição da floresta amazônica.

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Esse relatório do HSBC apontou que o banco quis mais detalhes da companhia sobre seu plano de combate ao desmatamento, mas as respostas não teriam sido satisfatórias.

Isso aconteceu após a Marfrig, considerada uma concorrente menor, se comprometer a rastrear todo o seu gado, da criação à produção de carne, até 2025.

“Nunca vimos um grande líder da indústria deixar um assunto tão sério para um participante menor do setor”, disse o relatório. Os analistas acreditam que esse tipo de posicionamento “fala da seriedade de propósito em questões ESG [governança ambiental, social e corporativa] para uma empresa que, a nosso ver, tem algo a provar”.

Ter o título de empresa que se preocupa com o desmatamento, observa o HSBC, é algo que tende a valorizar ainda mais a JBS no mercado internacional. O banco possui ações e títulos da JBS no valor de cerca de US$ 9 milhões, de acordo com uma pesquisa recente da ONG Feedback.

Ainda assim, a instituição financeira recomendou a compra das ações da JBS. “Gostamos da JBS por sua história de redução de dívidas, portfólio diversificado de proteínas, pegada geográfica, liderança no setor e escala. Sua listagem proposta [em Nova York] provavelmente melhoraria a governança, se feita corretamente, reduziria o custo de capital e posicionaria estrategicamente a empresa para novas oportunidades de crescimento.”

A JBS preferiu não comentar a reportagem ao Guardian.

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