Economia

IBGE revisa para cima em julho produção de algodão, milho de 1ª safra e soja

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Recorde: para a Abrapa, a produtividade média da safra 2016/2017, de 1,8 mil quilos por hectare de algodão, é a mais alta da história do cultivo da fibra no País (Crédito: Divulgação)

Rio, 9 – Três dos principais produtos da safra agrícola brasileira tiveram a expectativa de produção no ano revista para cima em julho, segundo os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado nesta quinta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O País vai colher mais algodão herbáceo (alta de 1,3% ante a estimativa de junho), milho 1ª safra (0,3%) e soja (0,1%). Na direção oposta, pioraram as previsões para o feijão 1ª safra (-1,1%), milho 2ª safra (-1,5%), tomate (-2,1%), sorgo (-2,5%), mandioca (-3,6%), trigo (-4,1%), feijão 2ª safra (-4,6%) e feijão 3ª safra (-7,5%).

A estimativa de produção de algodão em caroço alcançou 4,8 milhões de toneladas. Mato Grosso estima colher 3,2 milhões de toneladas, e a Bahia, 1,1 milhão de toneladas. Em Mato Grosso, a área plantada alcançou 760,0 mil hectares, com alta de 23,3% em relação a 2017. Na Bahia, a área plantada totalizou 267,2 mil hectares, aumento de 30,9%. O crescimento na área e as boas condições climáticas devem elevar a produção de algodão em 24,5% ante 2017.

Já a produção de sorgo deve alcançar 2,3 milhões de toneladas um crescimento de 8,8% em relação a 2017. A área plantada deve crescer 8,7%, e a área a ser colhida tem aumento de 9,3%.

A safra de tomate deve alcançar 4,4 milhões de toneladas este ano, um crescimento de 1,4% ante 2017, reflexo dos aumentos de 0,6% na área a ser colhida e de 0,7% no rendimento médio.

A produção de mandioca deve somar 20,0 milhões de toneladas, 750,8 mil toneladas a menos que o estimado em junho. As maiores perdas ocorreram nas Regiões Norte (-5,5%) e Nordeste (-5,7%).