Economia

IEA-Apta: superávit da balança comercial do agro de SP cresce 20% no 1ºsemestre

Crédito: Reprodução/Porto de Santos

As importações no período diminuíram 10,8%, totalizando US$ 2,14 bilhões (Crédito: Reprodução/Porto de Santos)

São Paulo, 24 – O agronegócio paulista apresentou aumento de 10% nas exportações no primeiro semestre deste ano em comparação com igual período de 2019, alcançando US$ 8,03 bilhões. As importações no período diminuíram 10,8%, totalizando US$ 2,14 bilhões. Com estes resultados, o setor obteve superávit de US$ 5,89 bilhões, aumento de 20,2% ante os primeiros seis meses de 2019, informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta)

Nos primeiros seis meses de 2020, as exportações gerais do Estado de São Paulo somaram US$ 19,27 bilhões (18,9% do total nacional) e as importações US$ 25,79 bilhões (32,5% do total nacional), registrando déficit comercial de US$ 6,52 bilhões, que poderia ser ainda maior não fosse o desempenho do agronegócio, afirmam em comunicado os pesquisadores do IEA Marli Dias Mascarenhas Oliveira, Carlos Nabil Ghobril e José Alberto Angelo.

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Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio paulista no primeiro semestre foram: Complexo Sucroalcooleiro (US$ 2,24 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 85,6% e o álcool 14,3%), Complexo Soja (US$ 1,48 bilhão), Carnes (US$ 1,09 bilhão, em que a carne bovina respondeu por 85%), Produtos Florestais (US$ 807,65 milhões, com participações de 51,8% de papel e 38% de celulose) e Sucos (US$ 670,59 milhões, dos quais 96,3% referentes a sucos de laranja). Esses cinco agregados representaram 76,8% das vendas externas setoriais paulistas.

Quando comparados com os resultados do mesmo período de 2019, houve importantes variações nos valores exportados dos principais grupos, com aumentos para os grupos do complexo sucroalcooleiro (+25,2%), complexo soja (+21,1%) e de carnes (+20,2%); e quedas para produtos florestais (-9,8%) e sucos (-10%).

Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas pela composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados, explicam os pesquisadores.

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