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Índice de confiança do agronegócio cai 3,9 pontos no 1º tri, dizem Fiesp e OCB

São Paulo, 23 – O Índice de Confiança do agronegócio fechou o primeiro trimestre em 111,9 pontos, queda de 3,9 pontos em relação ao quarto trimestre de 2018, quando o otimismo foi recorde e o IC Agro chegou a 115,8 pontos. A metodologia do estudo, elaborado pelo Departamento do Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), aponta que há otimismo quando o indicador está acima de 100 pontos. Demonstraram menor otimismo a indústria antes da porteira (insumos), os produtores e as empresas ligadas às cadeias agropecuárias.

O índice de confiança da indústria antes da porteira recuou 7,7 pontos para 115,2 pontos. “A queda se deve, em parte, ao avanço lento das vendas de insumos agropecuários para a próxima safra de verão nas regiões em que a negociação costuma ocorrer com maior antecipação, como o Centro-Oeste e o Mapitoba.

Com as relações de troca dos insumos em níveis desfavoráveis, os produtores rurais mostraram pouca disposição para fechar as compras”, destacou o estudo. Apesar disso, o bom desempenho de setores como o de máquinas e equipamentos agrícolas no 1º trimestre ajudou a sustentar a confiança.

O ânimo do setor agrícola esfriou um pouco, o que o estudo atribuiu “à queda de 19% no volume de recursos liberado para o pré-custeio” e o índice de confiança desse grupo ficou em de 110,7 pontos, queda de 4,6 pontos ante o trimestre anterior. “É importante notar que as entrevistas para o estudo foram realizadas em um momento em que os preços aos produtores ainda não haviam recuado com a intensidade que ocorreu em abril. Além disso, na época, muitos produtores sustentavam uma expectativa de que os custos com insumos poderiam melhorar ao longo do ano, mas isso até agora não aconteceu.”

O índice de confiança do pecuarista ficou em 106,1 pontos, recuo de 3,5 pontos. Ainda assim “é a primeira vez em que o indicador dos pecuaristas se mantém na faixa considerada otimista por dois trimestres consecutivos”, destacou a Fiesp. “Houve, de maneira bastante semelhante ao que ocorreu entre os produtores agrícolas, uma redução das expectativas relacionadas à produtividade e ao crédito – mas com ambos os aspectos ainda avaliados de maneira positiva pelos produtores pecuários.”

Já as empresas ligadas às cadeias agropecuárias demonstraram menor expectativa quanto às condições da economia brasileira. “Essa foi uma das razões que levaram a uma queda de 3,7 pontos no índice de confiança da indústria (antes e depois da porteira), que fechou o 1º trimestre do ano em 113,6 pontos”, informou.