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Índice de Preços de Alimentos cai 0,5% em novembro ante outubro, aponta FAO

São Paulo, 07/12 – O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) caiu 0,6 ponto (0,5%) em novembro ante outubro, para 175,8 pontos. Um aumento acentuado nas cotações do açúcar e de óleos vegetais foi em grande parte compensado por uma queda nos valores dos lácteos, enquanto os preços internacionais de cereais e produtos à base de carne permaneceram relativamente estáveis. Já no comparativo anual, o indicador avançou 4 pontos (2,3%).

Na cadeia de lácteos, o indicador de preços registrou a segunda retração mensal consecutiva ao ficar em 204,2 pontos, queda de 10,6 pontos (4,9%) ante o desempenho de outubro. No entanto, o índice ainda está 9,6% acima do resultado de novembro de 2016. As cotações externas para derivados, como manteiga, queijo e leite em pó caíram, uma vez que o crescimento da produção leiteira em todos os principais países produtores contribuiu para amenizar as preocupações com a disponibilidade de suprimentos.

Na contramão, o índice para o açúcar atingiu 212,7 pontos em novembro, alta de 9,2 pontos (4,5%) na análise mensal, mas ainda 26% menor quando comparado a um ano antes. “Os preços internacionais do açúcar subiram em novembro, principalmente, suportados por uma queda nas exportações do Brasil e preocupação com as cotações mais firmes do petróleo, que incentivam maior produção de etanol em vez do alimento”, explica a FAO.

Entre os óleos vegetais, a média foi de 172,2 pontos no mês passado, avanço de 2,1 pontos (1,2%) ante outubro, que marcou o nono crescimento mensal consecutivo. Incertezas climáticas na safra da América do Sul impulsionaram as cotações do óleo de soja, principal responsável pelo movimento altista.

Na outra ponta, a redução nos valores do óleo de palma impediu maiores elevações no índice da FAO. O produto malaio foi pressionado por estoques acima das expectativas do mercado.

O indicador que mensura o segmento de cereais marcou 153,1 pontos, praticamente estável ante o mês anterior, mas 12 pontos (8,3%) acima do desempenho de novembro do ano passado. Relativo equilíbrio entre oferta e demanda global, principalmente no milho e trigo, manteve o índice próximo da estabilidade desde meados de agosto de 2017.

Nas carnes, a média de 173,2 pontos obtida em novembro também representa estabilidade ante outubro. A lenta demanda para importação e ampla disponibilidade na oferta de suíno enfraqueceu os preços do segmento internacionais da proteína pelo terceiro mês consecutivo. As aves também tiveram valores estáveis, enquanto a carne bovina registrou elevação pelo terceiro mês subsequente.