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Inverno paulista exige mais atenção na aquicultura

Crédito: Pixaby

Geralmente os peixes têm a temperatura corpórea igual à temperatura da água em que se encontram (Crédito: Pixaby)

Algumas regiões de São Paulo já começaram a registrar temperaturas abaixo de 20ºC e tornar a criação de peixes mais complicada. As espécies mais utilizadas pelos produtores paulistas são a tilápia e o pacu, originárias de regiões com clima tropical. Esses peixes precisam de uma temperatura da água entre 25ºC e 28ºC para sobreviver e crescer.

Para ajudar o produtor a cuidar dos seus animais durante esse período, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Pesca, explica alguns procedimentos da aquicultura mais adequados.

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Como a temperatura da água influencia na saúde do peixe?

Geralmente os peixes têm a temperatura corpórea igual à temperatura da água em que se encontram. Eles regulam o seu metabolismo de acordo com o espaço. A maior consequência que o frio proporciona é a diminuição desse processo. Isso faz o animal reduzir sua necessidade de se locomover e de se alimentar. Consequentemente os animais são atingidos por um atraso no crescimento. Em casos mais agressivos, o peixe pode parar de alimentar totalmente.

O que fazer para evitar que os peixes fiquem doentes devido ao frio?

As doenças que os peixes podem contrair estão associadas a vários fatores. O estresse é um desencadeador de problemas que colocam os peixes no “grupo de risco”. Quando eles estão sendo criados em um ambiente ideal, mesmo que a água esfrie abaixo da temperatura correta, os animais conseguirão permanecer saudáveis.

Como lidar com um frio muito intenso?

Para o pesquisador do Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Continental (IP-APTA) Eduardo Makoto Onaka, em casos de inverno intenso, a sobrevivência dependerá de peculiaridades de cada piscicultura, como localização, histórico anterior de enfermidades e arquitetura da construção dos viveiros.

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